- A Procuradoria federal de Nova Iorque acusou o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, de narcotráfico, envolvendo-o com o cartel de Sinaloa para distribuir drogas nos Estados Unidos.
- A acusação cita também outros dez altos funcionários do Governo e das forças de segurança, incluindo o senador Enrique Inzunza e o autarca de Culiacán, Juan de Dios Gámez.
- Rocha Moya negou as acusações nas redes sociais, dizendo que são falsas e que visam atacar o movimento da Quarta Transformação. Alega que é uma estratégia para violar a ordem constitucional e a soberania nacional.
- A diplomacia mexicana informou que enviará uma queixa diplomática a Washington, indicando que o governo norte‑americano pediu extradições, mas sem elementos que comprovem responsabilidade.
- A divulgação ocorre num contexto de tensões entre o México e os Estados Unidos sobre tráfico de drogas, com foco no cartel de Sinaloa e nas disputas entre os grupos dentro do cartel.
A Procuradoria federal de Nova Iorque acusou o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, de narcotráfico, tornando-o a figura política mexicana mais elevada a enfrentar acusações nos EUA. A queixa envolve o governo mexicano em exercício desde 2021 e o Cartel de Sinaloa.
Segundo a acusação, Rocha Moya e outros nove altos funcionários associaram-se ao cartel para distribuir grandes quantidades de estupefacientes nos Estados Unidos. Entre os citados estão um senador, um autarca de Culiacán e dois governadores adjuntos.
Rocha Moya rejeitou as acusações na rede social X, afirmando que não têm veracidade. Diz que o ataque visa também o movimento da chamada Quarta Transformação e a soberania nacional.
Contexto e ligações com o cartel
A denúncia indica que a facção conhecida como Los Chapitos ajudou na eleição do atual governador, em troca de proteção para distribuir droga. O documento refere encontros com os filhos de Joaquín Guzmán, que cumprem prisões nos EUA.
Antes de assumir o governo, Rocha Moya foi deputado estadual e senador por Sinaloa. A gestão tem enfrentado violência entre duas fações do Cartel de Sinaloa, agravando a insegurança na região.
Resposta diplomática e próximos passos
A diplomacia mexicana disse estar surpresa e planeia apresentar uma queixa formal a Washington. Os termos dos acordos entre México e EUA dificultam a divulgação de informações confidenciais, justificando o protesto à embaixada norte-americana.
A Procuradoria de Nova Iorque indicou que os pedidos de extradição enviados pelos EUA na véspera não contêm provas suficientes para responsabilizar as pessoas envolvidas. O governo mexicano não especificou se Rocha Moya está entre os visados.
Entre na conversa da comunidade