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Chefe do Exército alerta para lacunas graves na defesa aérea suíça

Chefe do Exército avisa sobre lacunas na defesa aérea suíça e pede investimento de 3,7 mil milhões de euros, com foco em cibersegurança e drones

Insígnia de foco no uniforme do Coronel Ludovic Monnerat, comandante do satélite do exército suíço.
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  • Benedikt Roos, o novo chefe do Exército suíço, afirmou que não está otimista quanto às capacidades de defesa aérea e que é necessária uma aposta significativa para aumentar a segurança.
  • Em Thun, disse que o país não tem defesas suficientes contra ataques de drones, citando a guerra no Médio Oriente como referência.
  • Assinalou lacunas nas defesas aéreas, com prioridades enunciadas para ataques cibernéticos no domínio da informação e para a ameaça de longa distância.
  • O governo suíço pediu ao parlamento 3,7 mil milhões de euros de despesa de defesa para expandir a defesa aérea terrestre, proteger contra drones e reforçar capacidades no ciberespaço, incluindo uma aquisição de IRIS-T SLM no valor de mil milhões de euros.
  • A União Europeia e a Suíça concordaram em reforçar cooperação em política externa, segurança e defesa, com acordo técnico que facilita a participação suíça em missões civis ou militares conjuntas.

O novo chefe das forças armadas da Suíça, Benedikt Roos, alertou na sexta-feira para graves lacunas na defesa aérea do país. Em Thun, durante uma coletiva na base militar, disse que o panorama atual exige investimentos significativos para aumentar a segurança.

Roos afirmou que a Suíça não está preparada para enfrentar ameaças de drones, como as usadas no conflito no Médio Oriente, indicando que o país enfrenta uma situação de maior complexidade e risco. Afirmou que as capacidades de defesa estão abaixo das necessidades atuais, com lacunas consideráveis a colmatar.

O general destacou duas prioridades: ataques cibernéticos no domínio da informação e a ameaça de longa distância. Afirmou que o cenário atual exige respostas rápidas e robustas para evitar vulnerabilidades estratégicas.

Investimento e planos do governo

Na última semana, o governo suíço solicitou ao parlamento a aprovação de 3,7 mil milhões de euros em despesas de defesa, para ampliar a defesa aérea terrestre e reforçar capacidades no ciberespaço. O pacote inclui quase 1 mil milhões de euros para mísseis IRIS-T SLM de fabrico alemão.

Além disso, prevê-se um aumento da proteção contra minidronos, num montante de cerca de 76 milhões de euros. O ministro da Defesa, Martin Pfister, indicou que a proteção das cadeias de informação e a renovação de frotas de veículos ganharam prioridade face às ameaças identificadas.

Cooperação europeia e neutralidade suíça

No início do mês, a UE e a Suíça acordaram reforçar a cooperação em política externa, segurança e defesa. A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, e o ministro suíço Ignazio Cassis assinaram uma declaração conjunta para aprofundar laços. O acordo técnico facilita a participação suíça em missões civis ou militares conjuntas, visando manter a estabilidade europeia.

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