A Área Metropolitana do Porto (AMP) vai implementar uma estratégia de segurança e videovigilância comum aos 17 municípios do território. O plano de atividades para este ano está orçado em 134 milhões de euros e foi anunciado na sexta-feira. A medida visa criar uma Rede Metropolitana de Videovigilância, com foco na interoperabilidade entre autoridades e na proteção de pessoas e bens em áreas de risco.
O documento do Conselho Metropolitano descreve a criação de um Observatório Metropolitano de Segurança, que reunirá indicadores e cartografia de riscos, e de uma Plataforma de Dados e Gestão de Crise, que apoio a decisão em ocorrências em parceria com a Proteção Civil. A meta é melhorar a coordenação supramunicipal dentro do enquadramento legal aplicável.
A implementação prevê a integração estrutural de videovigilância já existente nos municípios, centralizando a gestão inicial e preparando a futura ligação à Plataforma Metropolitana de Dados de Segurança. O objetivo é aumentar a eficácia, reduzir recursos redundantes e otimizar intervenções em toda a sub-região, que abriga quase 1,8 milhões de habitantes.
No domínio dos transportes públicos, o plano reforça a vigilância em estações e interfaces, com ações para intensificar o policiamento visível nos horários críticos. Estão previstas campanhas contra assédio e vandalismo dentro de veículos e terminais, bem como a fase inicial de instalação de botões de pânico ou sinais de alerta.
A estratégia também contempla o lançamento de um intercâmbio de boas práticas entre bairros, o desenvolvimento de uma aplicação de denúncias anónimas com georreferenciamento e alertas em tempo real, e o aumento da formação em literacia digital para evitar burlas e combater cibercrimes. A AMP pretende ainda criar uma rede de intervenção dedicada à igualdade de género para enfrentar a violência contra mulheres e agressões domésticas.
Entre na conversa da comunidade