A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 1900 acidentes envolvendo trotinetes elétricas na via pública nos últimos sete anos, com 10 mortes. Os dados, divulgados pela instituição, mostram ainda 88 feridos graves e 1.442 feridos ligeiros, sendo o máximo de feridos registado em 2024 (548).
Entre 2019 e 2025, o distrito de Setúbal foi o que registou o maior número de vítimas mortais, com três, enquanto o distrito de Santarém registou 14 feridos graves nos últimos sete anos. Desde o início de 2025 e até 28 de fevereiro, já tinham sido contabilizados 72 acidentes com trotinetes elétricas.
Segundo a GNR, as causas principais incluem a circulação em locais indevidos, como passeios, o desrespeito pela sinalização e a não utilização de dispositivos de segurança. A instituição tem promovido ações de fiscalização direcionadas aos utilizadores, acompanhadas de sensibilização para uma condução defensiva.
A GNR sublinha que as trotinetes elétricas são equiparadas a velocípedes, devendo cumprir o Código da Estrada. Reforça a recomendação de uso de capacete, mesmo quando não obrigatório, bem como o uso de retrorrefletores e a verificação de luzes brancas na frente e vermelhas atrás.
A circulação de trotinetes nos passeios é proibida; devem usar ciclovias ou, na ausência destas, a faixa de rodagem junto à berma. Evitar manobras bruscas e sinalizar mudanças de direção com o braço é igualmente indicado. Condutores estão sujeitos às mesmas taxas de alcoolemia que os automobilistas, e as trotinetes destinam-se ao transporte de apenas uma pessoa.
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