Pelo menos 29 pessoas morreram de malária no primeiro trimestre deste ano na província de Manica, centro de Moçambique, em 516.778 casos diagnosticados. No mesmo período de 2025 registaram-se 16 óbitos e 339.495 casos. A informação foi anunciada neste fim de semana.
A governadora de Manica, Francisca Tomás, destacou que os dados evidenciam a magnitude do problema e a urgência de resposta. Ela referiu ainda que a província registou em 2025 um total de 1.110.667 casos, contra 446.027 em 2024, com o primeiro trimestre de 2026 a indicar um aumento expressivo.
Para enfrentar a situação, as autoridades locais preveem distribuir gratuitamente cerca de 1,5 milhões de redes mosquiteiras, através da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).
Perspectivas nacionais
Dados enviados à Lusa indicam que, em 2025, pelo menos 496 pessoas morreram de malária em Moçambique, um aumento de 39% face a 2024 (358 óbitos). Em fevereiro de 2026, registaram-se 49 mortes entre 1.357.891 infetados.
Segundo o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, os casos de malária aumentaram 55% este ano face ao mesmo período do ano passado, com 876.498 casos registados nesse período. Em 2025, o total de óbitos foi de 79.
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