- A primeira unidade pública especializada no tratamento da dependência do jogo a dinheiro abre amanhã, 18 de junho, em Lisboa, funcionando em regime ambulatório (sem internamento).
- Vai iniciar oferecendo atendimento a adultos com dependência de jogo, com perfil maiormente masculino entre os 15 e os 34 anos; a referência é feita pelo Serviço Nacional de Saúde e pelas unidades do ICAD.
- A equipa é multidisciplinar, incluindo psiquiatras, psicólogos, assistente social e contabilista, com intervenção individual e em grupos (3 a 4 grupos, até 14 utentes cada).
- A unidade, ainda em obras no Restelo, atuará temporariamente no Espaço Jovem, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa; futura instalação está prevista no edifício do ICAD.
- A intervenção inclui também envolvimento familiar e uma componente de investigação para monitorizar resultados; a prioridade é responder já aos casos que chegam aos serviços.
A primeira unidade pública especializada no tratamento da dependência do jogo a dinheiro abre amanhã, em Lisboa, numa resposta ao aumento da procura. O serviço funcionará em regime ambulatório, sem internamento, para adultos.
A unidade, designada Unidade de Intervenção no Jogo de Lisboa, resulta do aumento significativo de utentes no ICAD. Em 2023, 358 pessoas procuraram tratamento; em 2025, já eram 782, mais 118%. O ICAD afirma não possuir dados nacionais robustos até 2025 para monitorização nacional.
O ICAD adianta que a resposta diferenciada nasce da necessidade de abordar a patologia com base na evidência científica, integrando equipa multidisciplinar de psiquiatras, psicólogos, assistente social e contabilista.
A unidade ficará instalada num edifício do ICAD no Restelo, ainda em obras. Enquanto não fica concluída, o centro funciona no Espaço Jovem em Lisboa, cedido pela autarquia.
Inicialmente, o programa destina-se a adultos com dependência de jogo a dinheiro. O perfil típico é de cidadãos do sexo masculino entre os 15 e os 34 anos. A referência de utentes ocorre pelo Serviço Nacional de Saúde e pelas restantes unidades do ICAD.
A intervenção combina sessões individuais e grupais, prevendo 3 a 4 grupos com até 14 utentes cada. Envolve também as famílias, numa intervenção sistémica que visa tratar consequências financeiras e psicossociais.
A equipa é formada por psiquiatras, psicólogos, uma assistente social e um contabilista, com o objetivo de responder a várias consequências associadas ao problema. A intervenção tem componente terapêutica e de suporte familiar.
Para além da intervenção clínica, a unidade terá produção de conhecimento através de investigação e monitorização de resultados, com avaliação contínua da eficácia das ações.
O ICAD já trabalha com equipas internacionais para adaptar modelos existentes, especialmente de Espanha e Inglaterra, tendo colaborado com especialistas portugueses na construção do programa, incluindo Pedro Hubert, João Marques, João Reis e Cristina Marques.
No âmbito de novas apostas, o ICAD anunciará no dia 29 de Junho um programa de tratamento de dependência de videojogos, dirigido a jovens e já integrado numa unidade existente no Porto. Os jovens podem ser referenciados por médicos de família ou pela rede interna do ICAD.
A presidente do ICAD, Joana Teixeira, afirma que há potencial de expansão futura para incluir videojogos e, em Lisboa, o jogo a dinheiro, conforme a evolução dos serviços. A prioridade, porém, é garantir uma resposta imediata aos casos já encaminhados.
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