- Um mês após a declaração da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo, a MSF alerta para lacunas na vigilância, diagnóstico, rastreio de contactos e envolvimento comunitário.
- A organização defende uma resposta proporcional ao surto.
- A coordenadora médica de emergência da MSF na RDCongo, Kate White, afirma que a epidemia está a superar os esforços de resposta.
- Ninguém sabe a dimensão real nem onde a doença se está a espalhar na RDCongo; a maioria dos centros de tratamento na província de Ituri está sobrecarregada.
- Muitos pacientes chegam em fase avançada da doença e a maioria nunca foi identificada ou monitorizada como contacto antes de procurarem cuidados.
Um mês depois da declaração da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo, a MSF aponta falhas em vigilância, diagnóstico, rastreio de contactos e envolvimento comunitário, defendendo uma resposta proporcional.
A responsável pela emergência médica da MSF na RDC, Kate White, afirma que a epidemia tem ultrapassado os esforços de resposta. Segundo ela, ainda não se conhece a dimensão real da doença nem onde se está a propagar.
Na província de Ituri, as unidades de tratamento encontram-se sobrecarregadas. Muitos pacientes chegam em estados avançados e a maior parte não foi identificada nem monitorizada como contacto antes de procurar cuidados.
Desafios na vigilância e diagnóstico
A organização sublinha lacunas na vigilância epidemiológica e no rastreio de contactos, elementos críticos para interromper a transmissão e dar resposta rápida às regiões mais afetadas.
A falta de dados precisos dificulta a avaliação da propagação do vírus e o planeamento de medidas de controlo. A MSF apela a ações proporcionais, com foco em comunidades, diagnóstico rápido e tratamento adequado.
Impacto na resposta comunitária
A MSF descreve ainda dificuldades em envolver as comunidades, essenciais para a aceitação de medidas de saúde pública. A organização reforça a necessidade de comunicação clara e de apoio aos profissionais de saúde locais.
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