- Estudo com dados genéticos de 693.869 pessoas de ascendência europeia identificou o maior número de associações genéticas relacionadas com ansiedade até à data, publicado na Nature Human Behaviour.
- O GWAS revelou 74 locais no genoma ligados a sintomas de ansiedade, sendo 39 deles novos.
- Genes específicos apontados incluem PCLO e SORCS3, associados a ansiedade em nível genético.
- Os investigadores sublinham que variantes genéticas comuns explicam apenas cerca de 6% da variação da gravidade da ansiedade, sugerindo forte peso de fatores ambientais e outras interações gene-ambiente.
- Além da ansiedade, o estudo encontrou correlações significativas com depressão, síndrome do intestino irritável, dor crónica, doença arterial coronária, endometriose e enxaqueca, sem estabelecer causalidade.
O maior estudo já realizado com dados genéticos de aproximação europeia identificou 74 locais no genoma associados a sintomas graves de ansiedade, revelam os resultados divulgados pela Nature Human Behaviour. A investigação envolveu quase 700 mil pessoas e é liderada por investigadores do King’s College London, no Reino Unido, e do QIMR Berghofer, na Austrália.
Foram encontradas 39 novas associações genéticas, além de evidência do envolvimento de genes ligados à ansiedade, como PCLO e SORCS3. Os autores destacam que as variantes comuns explicam apenas cerca de 6% da diferença na gravidade dos sintomas, apontando para a importância de fatores ambientais e outras interações genéticas ainda não detectadas.
A pesquisa mostra ainda uma ampla rede de correlações entre ansiedade e outras doenças, incluindo depressão, síndrome do intestino irritável, dor crónica, doença arterial coronária, endometriose e enxaqueca. A equipa aponta que a presença de variantes partilhadas pode aumentar o risco de várias condições, mas que o ambiente e as experiências de vida moldam o desfecho.
Segundo a coautora principal Brittany Mitchell, as conclusões evidenciam interligações entre saúde mental e física. A investigadora sublinha que o estudo não determina causalidade nem direção do efeito, mas abre caminhos para investigações futuras sobre como genética, ambiente e traumas interagem. O material é creditado à EFE.
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