O tema é o Ébola, com foco na pressão norte-americana por restrições de viagem e na resposta da OMS. O risco de transmissão permanece baixo antes do Mundial de futebol, segundo a OMS Europa. As autoridades dos EUA pedem limites de entrada para viajantes de países afetados.
Até 11 de junho, o Congo teve 635 casos e 127 mortes, enquanto o Uganda registou 19 casos e 2 mortes. Não há casos nos países anfitriões do Mundial nem na Europa. A maior deteção ocorre em zonas remotas do Congo, com o vírus propagando-se por contacto direto.
O diretor da OMS Europa, Hans Kluge, afirmou que o risco global continua baixo devido aos controlos pré-viagem e às zonas de detecção. A mensagem é para que os adeptos viajem normalmente e mantenham-se informados.
Contexto internacional
Os EUA impuseram restrições de entrada aos viajantes vindos da RDC, do Sudão do Sul e do Uganda. O Departamento de Estado defensor da segurança nacional justifica as medidas como proteção ao país, com admissão de que outros países podem aderir.
O embaixador dos EUA na Bélgica pediu ao país que proíba a entrada de viajantes das zonas afetadas, mas a Bélgica manteve uma linha de vigilância e preparação, seguindo orientações da OMS e do ECDC.
Washington informou que pode recorrer a sanções para quem não cumprir as medidas, sem divulgar quais países seriam afetados. A Comissão Europeia coordena a resposta com os seus estados-membros desde o início da crise.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiu a resposta ao Ébola com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a 9 de junho. Os ministros da Saúde da UE planeiam debater o surto a 16 de junho.
A Comissão reiterou que não há provas de necessidade de novas medidas de entrada na UE, mantendo o alinhamento com a OMS e o ECDC. O objetivo é evitar medidas descoordenadas entre os países.
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