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Sono de má qualidade amplifica a perceção da dor crónica

Sono de má qualidade amplifica a perceção da dor crónica, segundo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; defesa de abordagem multidisciplinar e hábitos saudáveis

Mais de metade dos portugueses não dorme o número de horas suficientes
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  • Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto aponta relação bidirecional entre dor crónica e sono: a dor pode perturbar o sono e sono de má qualidade pode amplificar a perceção da dor.
  • A conclusão é de três autores da FMUP.
  • Apontam a importância de procurar ajuda profissional numa abordagem médica multidisciplinar e individualizada.
  • Ressaltam ainda que estilos de vida saudáveis, como o exercício físico e a alimentação, não devem ser descurados.

O sono de má qualidade amplifica a perceção da dor crónica, num fenómeno bidirecional em que a dor pode impedir o descanso e, por sua vez, o mau sono intensifica a dor. Esta é a conclusão de um estudo conduzido por docentes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Os autores destacam que a procura por ajuda profissional é crucial, numa abordagem médica multidisciplinar e adaptada a cada pessoa. Por outro lado, defendem que estilos de vida saudáveis também desempenham papel relevante no manejo da dor.

Estudo da FMUP

O estudo envolve docentes da FMUP e analisa a relação entre sono e dor crónica, sublinhando a necessidade de uma intervenção integrada entre especialidades. A pesquisa reforça que a avaliação clínica deve considerar hábitos de sono e hábitos de vida.

Os pesquisadores sublinham que a intervenção não deve depender apenas de fármacos. Recomenda-se, ainda, um plano individual que inclua exercício físico regular e uma alimentação equilibrada, como parte de uma estratégia de tratamento.

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