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Aumento de cólica renal em meses quentes preocupa urologista

Risco de cólica renal aumenta no verão pela desidratação; especialistas recomendam ingerir entre 2 e 2,5 litros de líquidos diários para urina mais diluída

Foto: Kindelmedia/Pexels
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  • O aumento de casos de cólica renal tem sido observado, especialmente nos meses mais quentes, segundo o urologista Tiago Rodrigues.
  • Estima-se que 10% das pessoas tenham pelo menos uma crise de pedra no rim na vida; a desidratação no verão aumenta esse risco.
  • A prevenção passa por manter uma hidratação adequada, visando uma urina clara; a meta costuma ser gerar cerca de dois litros de diurese por dia, o que implica ingerir entre dois e 2,5 litros de líquidos diários.
  • Recomenda-se beber água como medida principal; sumos de citrinos podem ajudar ao aumentar o citrato na urina; evitar bebidas açucaradas, refrigerantes e álcool, bem como bebidas com alto oxalato.
  • Além da hidratação, evitar consumo excessivo de sal, proteínas animais e alimentos ricos em oxalato; dieta muito pobre em cálcio pode aumentar o risco de cálculos de oxalato de cálcio; casos com antecedentes podem exigir investigação médica detalhada para medidas preventivas personalizadas.

Nos últimos meses, tem-se observado um aumento nos casos de cólica renal, especialmente nos períodos mais quentes. A recuperação de pacientes tem sido acompanhada pela Unidade de Litíase do Hospital Cruz Vermelha. O urologista Tiago Rodrigues aponta a relação entre calor e desidratação.

Segundo o especialista, a maior incidência ocorre no verão, quando a reposição hídrica nem sempre é suficiente. O risco de formação de pedras aumenta com a desidratação, reforçando a importância de uma hidratação constante ao longo do dia.

A regra prática é manter a urina clara e abundante. Rodrigues explica que a meta é produzir aproximadamente dois litros de urina por dia, o que corresponde a ingerir entre 2 a 2,5 litros de líquidos, ajustados conforme o calor e a atividade física.

O problema tende a piorar em dias quentes porque muitos pacientes subestimam a necessidade de água. Assim, a hidratação adequada ajuda a diluir a urina e a reduzir a concentração de sais que formam cálculos.

Além da água, o urologista sugere bebidas com citrato natural, como sumos de limão ou laranja, que podem inibir a formação de cálculos de cálcio. Contudo, deve-se evitar bebidas açucaradas, refrigerantes e álcool.

Beber pouco ou consumir oxalatos elevados, como chá preto e alguns sumos industrializados, aumenta o risco de cálculos. O excesso de sal e de proteínas animais também contribui para o quadro.

A saúde também depende de hábitos: controlar o peso, reduzir o consumo de sal e de oxalato na alimentação ajuda a prevenir recidivas. Em alguns casos, ajustar o pH da urina pode ser útil conforme o tipo de cálculo.

Para casos prévios de cólica renal, o médico alerta para uma avaliação detalhada. Análises de urina e do cálculo ajudam a personalizar medidas preventivas sob acompanhamento médico. A comunicação com a equipa de urologia é essencial.

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