Nos últimos meses, tem-se observado um aumento nos casos de cólica renal, especialmente nos períodos mais quentes. A recuperação de pacientes tem sido acompanhada pela Unidade de Litíase do Hospital Cruz Vermelha. O urologista Tiago Rodrigues aponta a relação entre calor e desidratação.
Segundo o especialista, a maior incidência ocorre no verão, quando a reposição hídrica nem sempre é suficiente. O risco de formação de pedras aumenta com a desidratação, reforçando a importância de uma hidratação constante ao longo do dia.
A regra prática é manter a urina clara e abundante. Rodrigues explica que a meta é produzir aproximadamente dois litros de urina por dia, o que corresponde a ingerir entre 2 a 2,5 litros de líquidos, ajustados conforme o calor e a atividade física.
O problema tende a piorar em dias quentes porque muitos pacientes subestimam a necessidade de água. Assim, a hidratação adequada ajuda a diluir a urina e a reduzir a concentração de sais que formam cálculos.
Além da água, o urologista sugere bebidas com citrato natural, como sumos de limão ou laranja, que podem inibir a formação de cálculos de cálcio. Contudo, deve-se evitar bebidas açucaradas, refrigerantes e álcool.
Beber pouco ou consumir oxalatos elevados, como chá preto e alguns sumos industrializados, aumenta o risco de cálculos. O excesso de sal e de proteínas animais também contribui para o quadro.
A saúde também depende de hábitos: controlar o peso, reduzir o consumo de sal e de oxalato na alimentação ajuda a prevenir recidivas. Em alguns casos, ajustar o pH da urina pode ser útil conforme o tipo de cálculo.
Para casos prévios de cólica renal, o médico alerta para uma avaliação detalhada. Análises de urina e do cálculo ajudam a personalizar medidas preventivas sob acompanhamento médico. A comunicação com a equipa de urologia é essencial.
Entre na conversa da comunidade