Os dados divulgados pelo SNS mostram que o número de internados após alta clínica ultrapassou as 3.500 no final de maio. O valor atual é 3.536, segundo o levantamento feito pelas unidades locais de saúde (ULS). Avalia-se que 1.339 casos se devem à falta de resposta social ou familiar.
O anúncio foi feito pelo diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, na comissão parlamentar de Saúde, a pedido do PS. Em abril, o número era de 3.493 internados. Assim, houve um aumento de 43 situações num mês.
Contexto e origem do fenómeno
Entre os internados em atraso, existem 1.358 pessoas à espera de admissão na rede de cuidados continuados integrados e 513 utentes que aguardam resolução sob o regime jurídico de maior acompanhado. Os números variam conforme a definição de protelamento de alta.
Medidas e perspetivas
Desde início do ano, já foram colocadas 422 pessoas ao abrigo da portaria de 2023, visando respostas sociais para libertar camas. O diretor executivo acrescentou que os números não devem ser comparados com bases diferentes de outros estudos setoriais.
Observações sobre a evolução
Desde 2017 têm sido observadas aumentos nos internamentos sociais, ligados a fatores demográficos e à procura de respostas para quem fica dependente após alta clínica. Almeida aponta que a estratégia passa pelos cuidados domiciliários, menos onerosos e alinhados com o que as pessoas pretendem.
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