- A CEPI acelerará o desenvolvimento de três candidatos a vacina contra o vírus Bundibugyo do Ébola, face ao surto na RDC e no Uganda.
- Os candidatos envolvem a Moderna, a Universidade de Oxford e a International AIDS Vaccine Initiative, com produção prevista no Serum Institute of India.
- O financiamento inclui até 50 milhões de dólares para testes pré-clínicos e Fase 1 da candidata da Moderna; até 8,6 milhões de dólares para Oxford/SII; e até 3,2 milhões de dólares para IAIVI.
- A Organização Mundial da Saúde identificou estes três candidatos como os mais promissores em desenvolvimento para enfrentar o Ébola.
- Enquanto as vacinas avançam, a OMS mantém como prioridade a vigilância, testes, rastreio de contactos, isolamento, controlo de infeções e práticas seguras de sepultamento.
A CEPI (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations) anunciou hoje que vai acelerar urgentemente o desenvolvimento de três vacinas experimentais contra o Ebola, estirpe Bundibugyo. A iniciativa surge num contexto de alargamento do surto na África Central, envolvendo a RDC e o Uganda.
A organização global de saúde investiga candidatos de Moderna, Universidade de Oxford e IAIVI, com produção prevista no Serum Institute of India (SII). O objetivo é acelerar testes e validação de vacinas seguras e eficazes.
Até ao momento, a CEPI comprometeu até 50 milhões de dólares para testes pré-clínicos e Fase 1 da candidata da Moderna, que utiliza tecnologia de mRNA. Outras plataformas também receberão financiamento inicial.
A Universidade de Oxford e o SII podem receber até 8,6 milhões de dólares para fases iniciais de desenvolvimento e preparação para ensaios clínicos. A IAIVI recebe até 3,2 milhões de dólares para a sua plataforma rVSV.
A OMS destacou que estes três candidatos são os mais promissores no momento. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus descreveu o investimento como essencial para a resposta a esta epidemia.
O chefe dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças, Jean Kaseya, elogiou a decisão, afirmando que o financiamento é crucial para a saúde africana e para o fortalecimento da capacidade de investigação e fabrico no continente.
As plataformas utilizadas nestas vacinas foram já usadas para outros patógenos, incluindo as estirpes Zaire e Sudão do Ébola e o vírus de Marburgo, com dados de segurança já disponíveis.
O surto atual do Ébola já contabiliza pelo menos 282 casos confirmados na RDC, com cerca de mil casos suspeitos, segundo fontes oficiais. A OMS mantém o foco na interrupção da transmissão.
Enquanto as vacinas entram em desenvolvimento, a OMS reforça a importância de métodos de resposta já utilizados há décadas, como vigilância, diagnóstico rápido, rastreio de contactos, isolamento e terapias, bem como medidas de controlo de infeções e de cerimónias seguras.
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