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Hospital CUF sujeito a medidas corretivas após cirurgia incorreta de menor

ERS impõe medidas corretivas ao Hospital CUF Descobertas após cirurgia no pé errado de menor, enfatizando verificação pré-operatória e segurança cirúrgica.

O menor continua a ser acompanhado pela ortopedia pediátrica do Hospital CUF Descobertas, em Lisboa
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  • A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) impostu medidas corretivas ao Hospital CUF Descobertas por ter realizado uma cirurgia no pé errado de um menor, devido a um erro de transcrição do estudo clínico na consulta de março de dois mil e vinte e cinco.
  • O médico-cirurgião indicou “direita” em vez de “esquerda” no consentimento informado assinado pelos pais e na proposta cirúrgica.
  • A criança, que chegou ao hospital em abril de dois mil e vinte e cinco para uma intervenção em ambos os pés (hallux valgus bilateral) e uma intervenção adicional no pé esquerdo, teve a intervenção adicional realizada no pé direito.
  • Os pais denunciaram o erro; o hospital e o cirurgião acionaram o seguro de responsabilidade civil, não tendo sido cobrar a cirurgia nem os cuidados subsequentes, e a criança manteve acompanhamento em ortopedia pediátrica.
  • A ERS exige, entre outras medidas, cumprimento integral da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica, procedimentos para garantir o local correto e a cirurgia no paciente correto, formação contínua em segurança cirúrgica e auditorias internas.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) abriu um processo de avaliação ao Hospital CUF Descobertas após a realização de uma intervenção cirúrgica no pé errado de um menor de dez anos. A operação ocorreu em abril de 2025, após um diagnóstico de Hallux Valgus bilateral, com intervenção adicional no pé esquerdo. Segundo a ERS, houve um erro de transcrição no processo clínico da consulta de março de 2025, em que o médico referiu direita em vez de esquerda.

A família do menor apresentou a reclamação à ERS, quando identificaram que a intervenção adicional tinha sido feita no pé direito, em vez do esquerdo. O médico-cirurgião e a instituição acionaram os seguros de responsabilidade civil. O hospital não cobrou pela cirurgia nem pelos cuidados subsequentes, e o acompanhamento ortopédico seguiu com consultas para decisão conjunta com os pais.

A ERS destacou que o erro revela uma falha pontual no sistema, embora os procedimentos formais tenham sido cumpridos. A entidade reforçou a necessidade de cumprir plenamente os procedimentos de identificação e validação pré-operatória, bem como a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica.

Medidas corretivas impostas

O hospital deverá assegurar o uso integral e sistemático da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica em todos os atos, sem omissões. Também fica exigido o cumprimento do Procedimento Interno que garante o local, o procedimento e o doente corretos.

A ERS determinou a implementação de sessões regulares de formação em segurança cirúrgica, com foco nas responsabilidades durante os momentos críticos do ato operatório. Auditorias internas periódicas devem avaliar a execução dos procedimentos de verificação da qualidade e da segurança.

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