A hipertensão é uma doença crónica sem sintomas aparentes que aumenta o risco de enfarte ou AVC. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves, especialmente conforme envelhecemos.
Com o passar do tempo, a pressão arterial tende a subir, devido à rigidez dos vasos. O Correio da Manhã cita o médico Fernando Martos Gonçalves, que explica que o sintoma não é fiável e que dores de cabeça ou narizbleeds não devem ser usados como sinal.
A hipertensão é muitas vezes associada a fatores como consumo excessivo de sal, álcool, tabaco, colesterol e diabetes, mas pode afetar qualquer pessoa. O rastreio regular é essencial para detetar e tratar a doença precocemente.
Rastreio e metas nacionais
A Missão 70/26, promovida pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão, visa ter 70% dos doentes com 18 a 64 anos controlados no Serviço Nacional de Saúde até 2026. O objetivo depende da avaliação dos médicos de medicina geral e familiar.
Segundo a SPH, o rastreio em ambiente médico facilita a deteção precoce. A iniciativa tem aumentado a frequência com que as pessoas consultam o médico de família para medir a pressão arterial.
Tratamento e estilo de vida
O controlo passa por mudanças de hábitos, como alimentação com menos sal e prática de atividade física. A obesidade, o tabagismo e a diabetes devem ser geridos de forma eficaz para reduzir o risco.
Quando necessário, surgem tratamentos farmacológicos para manter a pressão sob controlo. A adesão ao medicamento é crucial, mesmo sem sintomas, para evitar complicações a longo prazo.
Nova norma da DGS
A Direção-Geral da Saúde publicou uma nova norma para diagnóstico e tratamento da hipertensão em adultos, com diretrizes atualizadas para profissionais de saúde e pacientes. A norma reforça a importância do rastreio regular e da terapêutica adequada.
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