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Casos de infeções sexualmente transmissíveis sobem, agravando a saúde pública

Especialistas defendem campanhas entre jovens para sensibilizar para o risco das IST, face ao aumento registado em Portugal em 2024

O uso de preservativo é uma das barreiras para evitar infecções sexualmente transmissíveis
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  • Em Portugal, tal como em outros países europeus, os casos de infecções sexualmente transmissíveis (IST) têm vindo a aumentar, de acordo com dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para 2024.
  • Em 2024, Portugal registou uma das maiores taxas de sífilis entre os países analisados, com 20,7 casos por cada 100 mil habitantes.
  • A gonorreia ficou em linha com a média europeia de países que reportam casos.
  • A clamídia continua a ser a IST mais notificada na Europa; em Portugal, a taxa subiu, mas manteve-se abaixo da média europeia.
  • Especialistas defendem campanhas de consciencialização junto dos jovens para aumentar a perceção dos riscos.

Novos dados do ECDC indicam um aumento acentuado das IST na Europa, com Portugal a seguir a tendência de subida observada desde 2020. A apreciação geral é de que o risco ainda é sublinhado por campanhas de prevenção incompletas.

Em 2024, Portugal destacou-se na sífilis, com uma taxa de 20,7 casos por 100 mil habitantes, uma das mais altas da região. A gonorreia ficou, porém, em linha com a média europeia que reporta os mesmos valores entre os países.

Aclamídia, por sua vez, continua a ser a IST mais notificada na Europa, com números de Portugal a subirem, mas ainda abaixo da média comunitária. No conjunto, o quadro europeu evidencia crescimento sustentado dos registos.

Situação em Portugal

Os especialistas recomendam campanhas direcionadas para os jovens, com foco na consciencialização dos riscos e na promoção de comportamentos preventivos, como o uso de preservativo. A estratégia visa reduzir o impacto das IST na população jovem.

Além disso, o relatório do ECDC aponta para a importância de reforçar a vigilância epidemiológica e o acesso a testes, bem como de manter a comunicação pública clara sobre medidas de prevenção. Os dados de 2024 servem de base para políticas nacionais.

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