- A epidemia de ébola na República Democrática do Congo já causou 204 mortes em 867 casos suspeitos, registados em três províncias.
- O vírus é Bundibugyo; não existe vacina nem tratamento específico, com taxa de letalidade que pode chegar aos 50%.
- Up-to-date, o balanço aponta risco de propagação em dez países africanos, com 177 mortes em 750 casos conforme a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira anterior.
- Ituri, bem como as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, são os epicentros, com mobilidade e insegurança a dificultar a resposta e pouca testagem disponível.
- O Ruanda proibiu a entrada de estrangeiros que tenham estado no Congo; o Uganda confirmou três novos casos, elevando o total para cinco, incluindo uma morte.
O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) já provocou mais de 200 mortes entre 867 casos suspeitos, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde. O vírus responsável é o Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico.
O ministério indica 204 óbitos em três províncias, com alerta para a propagação em 10 países africanos. Um balanço anterior da OMS apontava 177 mortes em 750 casos, na sexta-feira.
A epidemia começou em Ituri, no nordeste, e já atingiu Kivu do Norte e Kivu do Sul. A mobilidade populacional ligada à mineração e a presença de grupos armados complicam a resposta sanitária.
Situação atual
A OMS e equipes locais enviaram material médico e reforços, mas a resposta enfrenta dificuldades logísticas. Ituri é uma região de difícil acesso, com altos índices de deslocação e violência. O número de mortes confirmadas chega a 204.
Na RDCongo, o número de casos confirmados é de 91, com mortes já oficiais a somar 10. Além disso, Uganda confirmou três novos casos, elevando o total para cinco, incluindo uma morte.
A atuação internacional tem sido afetada por limitações de acesso e pela instabilidade na região. O continente mantém vigilância sanitária com apoio de agências regionais, como Africa CDC.
Desdobramentos regionais
O Ruanda proibiu a entrada de estrangeiros que tenham estado na RDCongo, impondo quarentena a ruandeses vindos do território congolês. Países vizinhos permanecem em alerta, com medidas de contenção e monitorização de viajantes.
A OMS confirmou que o risco mundial continua baixo, apesar das preocupações regionais. A situação exige monitorização contínua, testes laboratoriais limitados e cooperação entre governos para conter a transmissão.
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