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Situação epidemiológica do surto de hantavírus em Cabo Verde está controlada

Situação do hantavírus em Cabo Verde está controlada; navio permanece em alto mar, evacuação de três pacientes e sem impacto no turismo

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A situação epidemiológica decorrente do surto de hantavírus detetado a bordo do navio Hondius está controlada em Cabo Verde. Não representa risco para a saúde pública nem para o turismo no arquipélago, segundo a directora-geral da Saúde.

A comunicação ocorreu a partir de 2 de abril, quando uma entidade da Regulação Sanitária Internacional, do Reino Unido, informou que o navio se aproximava das águas de Cabo Verde com casos graves e alguns óbitos.

As autoridades cabo-verdianas decidiram manter a embarcação em alto mar, prestando assistência médica a bordo e organizando a evacuação de três pacientes. O navio foi impedido de atracar no porto da Praia.

A resposta foi rápida e eficaz, com uma equipa multidisciplinar em modelo One Health a coordenar a operação. A estratégia visou reduzir riscos de contacto com a população terrestre.

Apesar de pressão internacional para o desembarque, Cabo Verde manteve o isolamento a bordo, considerando a situação clínica controlável naquele ambiente. A evacuação ocorreu com segurança.

O incidente não afetou o turismo nacional, que tem números superiores a 1,3 milhões de visitantes anuais, segundo dados oficiais. A diretora-geral reforçou esse ponto na avaliação pública.

A decisão de manter o navio afastado de terra teve como objetivo minimizar qualquer possível contágio via resíduos ou vestígios. A estratégia foi descrita como mais segura para a população.

Sobre os hantavírus, a Organização Mundial de Saúde informa que são vírus que afetam roedores e podem causar doença grave em humanos. Não há vacina nem tratamento específico disponível.

A estirpe dos Andes, detectada em passageiros infectados, é a única associada a transmissão entre humanos. O cruzeiro partiu de Ushuaia, em 1 de abril, com destino ao Atlântico, em investigação para identificar o local de possível contágio.

As autoridades portuguesas indicaram que os investigadores analisam se a infeção ocorreu em terra, na Argentina, Chile ou Uruguai, ou se houve transmissão já a bordo do navio Hondius.

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