- No dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, a Lilly Portugal assinala a 23 de maio com a iniciativa Stories Can’t Wait, patente no MAAT Central, reunindo dez testemunhos sobre a doença.
- Um dos relatos mostra alguém que passou de 154 kg para 74 kg, destacando recuperação de mobilidade e participação na vida, mas que a obesidade continua a exigir atenção contínua.
- A instalação inclui a Torre dos Desequilíbrios, que simboliza fardos como angústia, preconceito e cansaço, e pretende humanizar a obesidade para além de números.
- Em Portugal, cerca de 28,7% dos adultos vivem com obesidade; o debate aponta para a obesidade como doença crónica, com custos elevados nas doenças associadas e baixo investimento direto no tratamento.
- Acesso a terapias modernas é uma luta partilhada por sociedades científicas e associações de doentes, com apelos à maior educação, reconhecimento e equidade no cuidado. O público pode ver as histórias no MAAT Central até 4 de junho.
No MAAT Central, no Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, a Lilly Portugal apresentou a iniciativa Stories Can’t Wait. Vários depoimentos e uma instalação artística visam reduzir a invisibilidade da doença.
Entre os testemunhos, consta a história de uma pessoa que chegou a 154 kg e, hoje com 74 kg, recuperou mobilidade e energia para participar ativamente na vida. A iniciativa reúne dez relatos que abrangem texto, áudio e objetos que ilustram cada experiência.
A apresentação decorreu a 20 de maio, no âmbito do evento Obesidade: Uma Doença Invisível?, promovido pela ADEXO, associação que reúne pessoas que vivem com obesidade. O objetivo é sensibilizar e humanizar a doença.
Os depoimentos enfatizam que a obesidade é uma condição crónica, não uma escolha. Em Portugal estima-se que 28,7% dos adultos vivam com obesidade, segundo os organizadores, números que a série de relatos pretende tornar mais visíveis.
A montagem inclui a chamada Torre dos Desequilíbrios, que simboliza sentimentos como angústia, preconceito e cansaço, evidenciando o peso emocional associado à condição.
Maria Rita Dionísio, directora médica da Lilly Portugal, destacou que a iniciativa procura ir para além de gráficos e estudos, bring a voz de quem vive a doença para o centro do debate.
Durante a mesa-redonda subordinada ao tema, participaram Carlos Oliveira, presidente da ADEXO, José Silva Nunes, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, e outros representantes de sociedades médicas. A conversa seguiu uma linha científica sobre o impacto neuro-metabólico da obesidade.
Os debatedores sublinharam que a obesidade exige reconhecimento como doença crónica, com acompanhamento ao longo da vida e acesso a terapias. Questiona-se ainda o desequilíbrio entre investimento público e benefício para doentes.
Afialam ainda que a aposta em tratamentos modernos pode reduzir o sofrimento e os custos associados a doenças relacionadas, desde que o acesso seja equitativo e financiado. A discussão enfatizou a necessidade de literacia para profissionais de saúde.
Para ver e ouvir os testemunhos, a exposição fica patente no MAAT Central até ao dia 4 de junho. A iniciativa pretende provocar mudança de perspetiva sobre a obesidade e mobilizar ações de saúde pública.
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