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Dor crónica afeta um em cada três portugueses

Dor crónica interfere nas atividades diárias e pode levar à perda de emprego, segundo estudo da FMUP

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  • Um em cada três portugueses vive com dor crónica, segundo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com interferência moderada ou grave nas atividades diárias e 4% a atribuir perda de emprego à dor.
  • A dor crónica é definida como persistente ou recorrente durante pelo menos três a seis meses, muitas vezes além da cura da lesão que a originou ou sem lesão aparente.
  • As lombalgias e patologias osteoarticulares são as principais causas relatadas, seguidas por osteoporose, traumatismos, artrite reumatóide e cefaleias; as mulheres apresentam dor crónica com maior frequência do que os homens.
  • Automedicação é prática comum em Portugal, com mais de metade dos inquiridos já recorrendo a ela; principais motivos incluem experiência prévia e disponibilidade de medicamentos em casa, com riscos como resistência antimicrobiana e erro de diagnóstico.
  • As farmácias continuam o local principal para obter medicamentos durante a automedicação; o tratamento da dor deve começar nos cuidados de saúde primários, com opções que vão desde analgésicos anti‑inflammatórios até fisioterapia e unidades de dor para casos mais complexos.

Duas a três décadas de estudo revelam que a dor crónica é uma realidade presente na vida de muitos portugueses. Um retrato traçado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto aponta que 31% da população adulta vive com dor crónica, com efeitos relevantes no quotidiano e potencial impacto na possibilidade de manter o emprego.

O auto­desempenho da gestão de dor envolve também a automedicação, um fenómeno com riscos e benefícios. O estudo aponta que mais da metade dos inquiridos recorreu a medicamentos por conta própria, destacando a prática frequente entre jovens adultos. Farmácias continuam a ser o principal local de aquisição.

Dor crónica em Portugal

A investigação da FMUP descreve que as lombalgias e patologias osteoarticulares são as principais causas de dor entre os portugueses. Dores que interferem de forma moderada ou grave nas atividades diárias estão presentes em quase metade dos entrevistados.

A definição atual da dor, revista em 2020 pela IASP, descreve-a como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a danos reais ou potenciais nos tecidos, destacando a complexidade da perceção dolorosa.

Diferenças entre dor aguda e dor crónica

A dor aguda funciona como alerta de lesões imediatas, como traumatismos ou queimaduras. Já a dor crónica persiste por três a seis meses ou mais, podendo acompanhar a lesão original sem presença de lesão evidente.

Automedicação em Portugal

Relatórios indicam que a automedicação ocorre em muitos lares, com prevalência mais alta entre 25 e 34 anos. A disponibilidade de medicamentos em casa e a experiência prévia são fatores decisivos para o recurso a fármacos sem prescrição.

Especialistas alertam para riscos como erro de diagnóstico, dosagens inadequadas e interações medicamentosas, bem como potenciais dependências. Ainda assim, quando usada com orientação adequada, a automedicação pode reduzir custos e aliviar sintomas de forma rápida.

Papel das farmácias e aconselhamento

As farmácias mantêm-se como o ponto principal de aquisição de fármacos, com muitos utilizadores a referirem ter recebido orientação sem prescrição nesses estabelecimentos. Este equilíbrio entre autocuidado e aconselhamento farmacêutico orientado pode apoiar decisões mais seguras.

Tratamento da dor

O tratamento primário é realizado em cuidados de saúde primários, com opções que vão de analgésicos anti-inflamatórios não esteroides a opioides, fisioterapia e terapias complementares. Em casos mais complexos, podem ser necessárias unidades especializadas, como Unidades de Dor.

Este artigo assinala a colaboração com a Trifene, marca portuguesa, dedicada a soluções com tripla ação analgésica, antipirética e anti-inflamatória, no contexto de informação pública sobre dor.

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