- As famílias gastaram 966 milhões de euros em medicamentos no ano passado, mais 4,9% face a 2023; nos primeiros três meses deste ano já atingiram 243,1 milhões.
- O SNS registou 40,8 milhões de consultas no ano passado, mais 0,9%.
- Em ambulatório, a comparticipação do SNS foi de 1.893,8 milhões de euros, subida de 12,4% em relação a 2024.
- O encargo médio por embalagem foi de 4,67 euros no primeiro trimestre; o encargo médio do SNS foi de 9,60 euros (+6,9%).
- A quota de genéricos em ambulatório foi de 50,9% em 2025, subindo para 63,7% nos segmentos onde existem genéricos.
O gasto das famílias com medicamentos no ambulatório atingiu 966,2 milhões de euros no ano passado, segundo o Infarmed. O montante representa um aumento de 4,9% face a 2023. No primeiro trimestre deste ano, as despesas chegaram a 243,1 milhões, mais 1,3% em relação ao mesmo período de 2024.
O relatório de despesa com medicamentos em ambulatório mostra que, no ano anterior, a despesa dos utentes avançou 45,4 milhões de euros face a 2023, que registou 920,7 milhões. Já no 1.º trimestre de 2025, o encargo médio por embalagem caiu para 4,67 euros, contra 4,74 euros em 2024.
Entre as reformas de pagamento, o encargo médio do SNS por embalagem subiu para 9,60 euros, mais 6,9% face aos três primeiros meses de 2024. No conjunto do ano, o encargo médio do utente por embalagem registou queda de 0,3%, para 4,74 euros.
Dados relevantes sobre gastos com medicamentos
A quota de genéricos em ambulatório chegou a 50,9% em 2025, subindo para 63,7% onde existem genéricos comercializados. O Infarmed aponta que estes medicamentos promovem o acesso e a sustentabilidade do SNS.
No total, o SNS gastou 1.893,8 milhões de euros em comparticipação de medicamentos no ambulatório, encontrando-se o valor 12,4% acima de 2024 (+208,4 milhões). O número de consultas no SNS aumentou 0,9% no último ano, para 40,8 milhões.
Entre 2025 e os dados da classe terapêutica, os antidislipidémicos lideraram a utilização com mais de 21,3 milhões de embalagens dispensadas, aumento de 9,7% face a 2024. Em termos de substâncias ativas, a atorvastatina foi a mais utilizada, com mais de 8,5 milhões de embalagens.
Logo atrás ficaram o paracetamol, com 4,8 milhões, o bisoprolol, para hipertensão, com 3,9 milhões, e a metformina, para diabetes, com 3,4 milhões. Este conjunto sinaliza prioridades de tratamento no ambulatório em Portugal.
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