- Um painel de peritos, encomendado pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial de Saúde, concluiu que o mundo está menos preparado para uma nova pandemia.
- O risco real de uma nova pandemia poderia afetar um mundo mais dividido, endividado e menos capaz de proteger as populações do que há uma década.
- Um novo surto de Ébola foi declarado na República Democrática do Congo, menos de duas semanas após o registo de hantavírus num navio de cruzeiro, aumentando os receios de uma pandemia.
- As causas apontadas incluem investimentos inadequados face ao risco, tensões geopolíticas, desequilíbrios ecológicos, aumento das viagens e cortes na ajuda internacional, agravando o acesso a vacinas, diagnósticos e tratamentos.
- O relatório defende três prioridades: criar um sistema independente de vigilância de pandemias, assegurar financiamento robusto para prevenção e resposta rápidas, e avançar no acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos através do Acordo Global sobre Pandemias, com impasse principal a divergência entre países sobre regulação de patógenos e repartição de benefícios.
Especialistas alertam que mundo está menos preparado para nova pandemia
Um painel de peritos, solicitado pelo Banco Mundial e pela OMS, apresentou novas avaliações sobre a preparação global para surtos. A conclusão é que o risco de uma próxima pandemia é real, e o mundo está menos capaz de enfrentar essa ameaça do que há uma década.
Os especialistas destacam que surtos infecciosos ganham frequência e severidade, com impactos que vão além da saúde, atingindo a economia. A falta de investimento, tensões geopolíticas e cortes na ajuda aumentam a vulnerabilidade global.
A divulgação ocorre numa altura em que a República Democrática do Congo confirmou um novo surto de Ébola, menos de duas semanas após um caso de hantavírus num navio de cruzeiro, elevando a preocupação mundial.
Entre as causas apontadas estão o descompasso entre risco emergente e financiamento, bem como o enfraquecimento dos ecossistemas, o aumento das viagens e a insuficiente cooperação internacional para prevenção.
Prioridades para enfrentar o desafio
O relatório aponta três prioridades urgentes: criar um sistema independente de vigilância de pandemias, assegurar financiamento sólido para prevenção e resposta rápida, e promover o acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos, via o Acordo Global sobre Pandemias.
Outra dificuldade destacada é a resistência entre países para definir regras sobre o acesso a patógenos e a partilha de benefícios derivados da informação científica, o que dificulta o avanço do acordo.
As conclusões foram recolhidas após anos de avaliação, com participação de especialistas, a pedido de organizações internacionais. As informações foram divulgadas pela agência Efe.
Os autores alertam que as vacinas contra doenças emergentes continuam a chegar aos países de baixos rendimentos com atraso, como ocorreu com a varíola, em comparação com a covid-19.
O relatório encerra pedindo ação coordenada e financiamento estável para evitar que futuras pandemias causem danos não só na saúde, mas também na economia global.
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