- Um cidadão canadiano infetado com hantavírus viajou no cruzeiro Hondius e foi repatriado para o Canadá numa aeronave com 12 tripulantes portugueses; não há evidência de transmissão secundária no voo, segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS).
- Durante o voo, os passageiros usaram máscara respiratória FFP2/N95; a tripulação utilizou máscara cirúrgica e luvas, e o avião foi descontaminado no final.
- O infetado apresentou sintomas na quinta-feira, quatro dias após o voo de repatriamento, pelo que não estava no período de transmissibilidade durante a viagem.
- A DGS descarta riscos acrescidos para a população portuguesa, reiterando que a transmissão pessoa-a-pessoa do hantavírus Andes é rara e depende de contacto próximo prolongado com secreções ou fluidos corporais.
- A Organização Mundial de Saúde aponta risco moderado para ex-passageiros e tripulação do navio; no mundo, foram confirmados oito casos e registaram-se três mortos; não existe vacina nem tratamento específico, e a taxa de letalidade neste surto é de 27%.
O canadiano confirmadamente infetado com hantavírus foi repatriado em voo com 12 tripulantes portugueses, após ter estado a bordo do cruzeiro Hondius. A Direção-Geral de Saúde (DGS) afirma não haver qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo.
Segundo a DGS, o pulmão infetado desenvolveu sintomas na quinta-feira, quatro dias depois do voo de repatriamento, pelo que não estava no período de transmissibilidade definido. A aeronave foi descontaminada no final da viagem.
A DGS explicou que não há risco acrescido para a população em Portugal, visto que a transmissão pessoa-a-pessoa do hantavírus Andes é rara e ocorre apenas em contactos proximos e prolongados com secreções.
Contexto e perspetiva internacional
A OMS mantém o risco como moderado para ex-passageiros e tripulação do navio, e baixo para o restante da população mundial. O surto atual começou a 1 de abril e já registou oito casos confirmados e três mortes.
O hantavírus Andes não tem vacina nem tratamento específico, e o período de incubação varia entre 1 e 6 semanas. A taxa de letalidade deste surto ronda os 27% segundo a OMS.
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