O canadiano confirmadamente infetado com hantavírus foi repatriado em voo com 12 tripulantes portugueses, após ter estado a bordo do cruzeiro Hondius. A Direção-Geral de Saúde (DGS) afirma não haver qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo.
Segundo a DGS, o pulmão infetado desenvolveu sintomas na quinta-feira, quatro dias depois do voo de repatriamento, pelo que não estava no período de transmissibilidade definido. A aeronave foi descontaminada no final da viagem.
A DGS explicou que não há risco acrescido para a população em Portugal, visto que a transmissão pessoa-a-pessoa do hantavírus Andes é rara e ocorre apenas em contactos proximos e prolongados com secreções.
Contexto e perspetiva internacional
A OMS mantém o risco como moderado para ex-passageiros e tripulação do navio, e baixo para o restante da população mundial. O surto atual começou a 1 de abril e já registou oito casos confirmados e três mortes.
O hantavírus Andes não tem vacina nem tratamento específico, e o período de incubação varia entre 1 e 6 semanas. A taxa de letalidade deste surto ronda os 27% segundo a OMS.
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