- Surto confirmado de ébola na província de Ituri, República Democrática do Congo, com 246 casos suspeitos e 65 mortes, sobretudo nas zonas de Mongwalu e Rwampara; quatro mortes estão entre casos já confirmados em laboratório.
- O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças convocou uma reunião de urgência com o Congo, Uganda, Sudão do Sul e parceiros globais para reforçar vigilância, preparação e resposta transfronteiriça.
- As conclusões iniciais apontam para uma estirpe diferente da do Zaire, estando a sequenciação em curso para melhor caracterização.
- O risco de propagação é considerado maior devido ao contexto urbano de Bunia e Rwampara, à intensa circulação de pessoas e à mobilidade associada à mineração em Mongwalu.
- Em setembro de 2025, a RDCongo já enfrentou outro surto de ébola, com 45 mortes e 64 casos na província de Kasai.
O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças confirmou um surto de Ébola na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Há 246 casos suspeitos e 65 óbitos, com maior concentração nas zonas de Mongwalu e Rwampara.
Quatro mortes estão registadas entre os casos já confirmados em laboratório. A organização informou que convocou uma reunião de urgência com Congo, Uganda, Sudão do Sul e parceiros globais, para reforçar vigilância transfronteiriça e a resposta geral.
Agradou que as primeiras análises indicam uma estirpe diferente da do vírus de Zaire, estando em curso a sequenciação para melhor caracterização. O relatório aponta ainda riscos potenciais devido ao contexto urbano de Bunia e à mobilidade mineira em Mongwalu.
Cooperação regional e caracterização da estirpe
O Africa CDC sublinhou a necessidade de coordenação entre países vizinhos para conter a propagação. A crise já levanta preocupações pela circulação da população e pela densidade populacional em zonas afetadas.
Recorda-se que, em setembro de 2025, a RDCongo registou outro surto de Ébola na província de Kasai, com 45 mortes e 64 casos, evidenciando a persistência do risco na região central africana.
A transmissão ocorre principalmente por contacto direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, de materiais contaminados ou de indivíduos que morreram com a doença, segundo o Africa CDC.
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