- A poluição atmosférica por partículas finas e dióxido de azoto pode causar cerca de nove milhões de casos anuais de diabetes tipo 2 na Europa.
- O dióxido de azoto está ligado a aproximadamente 3,7 milhões de casos por ano, enquanto as partículas finas elevam o total para cerca de 5 milhões.
- No total, estima-se que haja cerca de 66 milhões de casos de diabetes tipo 2 na Europa, com previsão de aumento de aproximadamente 10% nos próximos anos.
- Regiões com maior densidade de tráfego e atividade industrial, incluindo Ruhr (Alemanha), Po (norte da Itália) e grandes cidades como Londres, Paris e Varsóvia, apresentam maior carga associável à poluição.
- O estudo conclui que PM2,5 representa risco maior mesmo em níveis moderados de poluição, e que tanto PM2,5 como NO2 excedem limites de regulamentação europeia e diretrizes da OMS em áreas industriais e urbanas.
A poluição atmosférica por partículas finas e dióxido de azoto pode estar na base de cerca de nove milhões de casos de diabetes tipo 2 na Europa, anualmente. O estudo envolve a Universidade de Múrcia (UMU) e o Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona (BSC-CNS). Os investigadores destacam uma relação direta entre exposição prolongada a poluentes e a incidência da doença.
Foram analisadas séries históricas de concentração atmosférica entre 1991 e 2020, recorrendo a modelação não linear. O dióxido de azoto está associado a aproximadamente 3,7 milhões de casos por ano na Europa. As partículas finas elevam o total para cerca de 5 milhões de casos anuais.
No conjunto, a diabetes tipo 2 responsável por este aumento totaliza quase 9 milhões de casos por ano. O estudo aponta que, globalmente, a Europa regista cerca de 66 milhões de casos anuais deste tipo de diabetes, com perspetivas de aumento de 10% nos próximos anos.
Regiões com maior densidade de tráfego e atividade industrial mostram a maior carga atribuível à poluição. O Vale do Ruhr, na Alemanha, o vale do Po, no norte da Europa, além de grandes cidades como Londres, Paris e Varsóvia, destacam-se pela concentração de casos.
Os autores realçam que as partículas finas PM2,5 representam maior risco, mesmo em concentrações moderadas. Tanto PM2,5 como NO2 excedem os limites das regulamentações europeias recentes e das orientações da OMS em áreas industriais e urbanas da Europa.
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