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Macron chama por coordenação europeia mais eficaz contra hantavírus

Macron apela à coordenação europeia na resposta ao hantavírus; França assegura controlo da crise, com caso grave e cerca de vinte contactos identificados

Emmanuel Macron está de visita ao Quénia.
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O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu uma coordenação europeia mais firme para a crise do hantavírus, após uma conferência em Nairobi. Anunciou que o governo tomou decisões adequadas e que a situação sanitária está sob controlo. Há cerca de vinte contatos identificados em França e uma mulher francesa permanece em cuidados intensivos, em estado grave.

Foi anunciado um protocolo entre França e Espanha, com base em recomendações de peritos. Macron destacou a experiência do passado para reforçar a resposta, dizendo que a cooperação entre países da UE é essencial para enfrentar o hantavírus andino.

Situação em França

Não há circulação difusa do hantavírus andino no território, segundo a ministra da Saúde, Stéphanie Rist. Os casos positivos identificados são, de momento, passageiros de cruzeiros. A paciente em estado grave continua a receber suporte circulatório e oxigenação artificial.

A governante acrescentou que 22 contatos foram identificados, todos contactados e monitorizados. Os casos estão sob vigilância, com hospitalização de pacientes no Pitié-Salpêtrière e nos hospitais de Rennes e Marselha.

Sobre o hantavírus andino

Caroline Semaille, diretora-geral da Santé publique France, descreveu o vírus. O período de incubação varia entre 9 a 40 dias, com alta letalidade. A transmissão entre pessoas é pouco frequente e não existe vacina nem tratamento específico disponível.

O médico Xavier Lescure explicou que a doença pode evoluir de forma rápida após o período de incubação, com sintomas iniciais inespecíficos e agravamento pulmonar. A proteção principal é o uso de máscara FFP2 e higiene das mãos.

Perspectivas técnicas

O virologista Olivier Schwartz confirmou a ausência de vacina, embora pesquisas com ARN estejam em curso. Epidemiologistas destacam a excepcionalidade da situação e a necessidade de decisões firmes pelas autoridades sanitárias, dadas as incertezas sobre o vírus.

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