A história começa com uma escolha de estudo feita para defender o consumo de carne vermelha, derrubando a perceção de risco associada. Em 2019, uma influenciadora digital, Fernanda Anders, divulgou um estudo que desvaloriza a fundamentação científica dos riscos da carne vermelha.
O estudo em causa foi realizado pelo grupo NutriRECS, que recomendou manter níveis de carne vermelha e também de carne processada no consumo diário. Artigos recentes do PÚBLICO mencionam influenciadoras como Sara Marilyn que, por norma, desaconselham a carne processada, ainda que aceitem este estudo específico.
Controvérsia e reacção da comunidade científica
As críticas vieram de organizações de saúde e especialistas internacionais. World Cancer Research Fund International e American Institute for Cancer Research destacaram que a interpretação dos resultados foi confusa e que a recomendação foi inadequada. Limitar a carne vermelha a três porções semanais é a diretriz comum atual.
Especialistas locais também questionam a validade de excluir estudos observacionais, considerados fundamentais na nutrição. Carlos Bello, da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, aponta limitações de ensaios clínicos na área. Pedro Graça lembra que a evidência não se resume a ensaios.
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