O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) admite que podem surgir mais casos de infeção por hantavírus nas próximas semanas entre ex-passageiros e tripulação do navio de cruzeiro MV Hondius, que chegou às Canárias no domingo. A divulgação ocorreu devido a incertezas sobre o período de incubação.
Segundo o ECDC, os passageiros e a tripulação que apresentem sintomas devem ser isolados e serem sujeitos a testes e cuidados médicos. Os assintomáticos devem permanecer em quarentena e monitorização até seis semanas.
O órgão adianta ainda que foi relatado um novo caso confirmado em França, uma passageira que desenvolveu sintomas no voo de regresso e está em cuidados intensivos. A sequência genómica indica ligação com a mesma fonte original de infeção.
Evolução do surto e respostas
As informações genómicas apontam que o vírus é semelhante aos hantavírus dos Andes já conhecidos na América do Sul, não sendo uma nova variante. O risco para a população em geral continua classificado como muito baixo.
A Comissão Europeia ativou o Mecanismo de Proteção Civil, a pedido de Espanha, para repatriar passageiros. No domingo, 94 pessoas de 19 nacionalidades foram retiradas do navio, com a operação a terminar hoje. O navio deverá zarpar para Roterdão, com parte da tripulação a bordo, no final da tarde.
A OMS indica seis casos de hantavírus entre viajantes do Hondius, com três mortes até ao momento. A maioria dos casos confirmados encontra-se ligada às viagens registadas pela embarcação que partiu da Argentina no início de abril.
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