- Em Portugal, o diagnóstico de cancro do ovário é frequentemente feito numa fase avançada, com doença já disseminada na cavidade abdominal.
- Os sintomas de alerta incluem dor abdominal, obstipação, diarreia, alterações urinárias, perda de peso, falta de apetite, cansaço e fraqueza muscular.
- O procedimento com maior impacto é a cirurgia; porém, em doentes com cancro do ovário avançado é comum recorrer a quimioterapia e terapias de manutenção, e estima-se que cerca de 60 % das mulheres podem recidivar.
- O exercício físico pode melhorar a tolerância aos tratamentos e reduzir o risco de recidiva; a doença pode afetar a saúde mental, a vida sexual e a vida profissional.
- A médica Mafalda Casa-Nova sublinha a importância de hábitos de vida saudáveis e de vigilância ginecológica regular; hoje, 8 de maio, celebra-se o Dia Mundial do Cancro do Ovário.
O cancro do ovário continua a ter maior impacto com a cirurgia no tratamento, especialmente quando a doença está avançada. Em Portugal, o diagnóstico ocorre muitas vezes numa fase tardia, devido à ausência de rastreio eficaz e aos sintomas inespecíficos que surgem na população, sobretudo em mulheres na menopausa.
Segundo a oncologista Mafalda Casa-Nova, os sinais como dor abdominal, obstipação, diarreia, alterações urinárias, perda de peso e cansaço costumam indicar doença já disseminada para a cavidade abdominal. O historial familiar de cancro da mama ou ovário aumenta o risco.
Tratamento com maior influência na atuação terapêutica continua a ser a cirurgia. Contudo, quando o cancro do ovário está avançado, a cirurgia isoladamente não basta; pacientes necessitam de quimioterapia e terapêuticas de manutenção para melhorar as hipóteses de cura ou retardar a recidiva, que pode ocorrer em cerca de 60% dos casos.
A médica alerta para a necessidade de tratamentos adicionais após cirurgia completa, destacando que a evolução da doença envolve etapas que visam o controle a longo prazo. O exercício físico surge como auxiliar para tolerar melhor o tratamento e reduzir o risco de recidiva.
A doença pode impactar a saúde mental e o bem-estar, com alterações físicas associadas ao tratamento a interferir na vida sexual e nas relações. A atividade profissional também pode ficar condicionada, com alterações na capacidade de trabalho.
Para reduzir o risco, a especialista enfatiza hábitos de vida saudáveis e vigilância ginecológica regular. A consulta pode ser com médico de família ou numa unidade de saúde, sem necessidade de um acompanhamento específico de ginecologia para planeamento familiar.
Dia Mundial do Cancro do Ovário assinala-se a 8 de maio, data em que se reforçam informações sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Diversas iniciativas visam sensibilizar a população e apoiar quem enfrenta a doença.
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