A equipa internacional de investigadores desenvolveu e validou a Escala de Personalidade Tóxica (TPS) para medir traços de personalidade tóxica. O estudo foi publicado na revista Psychology: Reflection and Critique.
A TPS surge como a primeira ferramenta específica para avaliar, de forma científica, traços que prejudicam relações interpessoais e o bem-estar dos outros. O objetivo é facilitar investigações de grande escala e contextos clínicos.
O trabalho envolve instituições da Universidade de Huelva (Espanha), da Universidade Agri Ibrahim Çeçen (Turquia) e da Universidade Rei Abdulaziz (Arábia Saudita). A abordagem complementa a Tríade Sombria, dirigida a manipulação para ganho próprio.
Resultado e metodologia
Foram realizados dois estudos com jovens adultos turcos, somando mais de 500 participantes, para desenvolver a escala de seis itens. A TPS apresenta uma estructura unidimensional e elevada fiabilidade.
Os coeficientes alfa de Cronbach situaram-se entre 0,80 e 0,82, indicando boa consistência interna. Em termos gerais, a TPS revela-se fiável e válida para avaliar traços de personalidade tóxica em jovens adultos.
Os autores destacam que a perceção de toxicidade é contextual e não universal, com influência de fatores sociais. Na amostra turca, valores coletivistas e hierarquias sociais mostraram impacto significativo.
Perspetivas e uso futuro
Conclui-se que a TPS pode impulsionar a investigação nesta área, apoiando comparações com medidas já estabelecidas, como a Tríade Sombria ou os Cinco Grandes Traços. A aplicação em diferentes contextos pode enriquecer a compreensão dos mecanismos subjacentes.
Os investigadores alertam para a necessidade de amostras mais diversificadas e de técnicas analíticas mais complexas para reforçar a robustez da ferramenta.
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