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Urgências menos visitas no inverno, mas peso dos casos aumenta

Inverno de 2025/2026 registou menos episódios de urgência, mas maior peso de casos urgentes (67%) e tempo médio de permanência nas urgências de 4,5 horas

Hospital de Santarém
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  • Entre novembro e final de fevereiro, houve 1.846.060 episódios de urgência nos hospitais do SNS, menos do que os 2.020.120 do inverno de 2024/2025.
  • Houve melhor encaminhamento para urgência, resultando em menos episódios classificados como não urgentes, com 67% dos casos sendo urgentes (contra 63% em 24/25 e 23/24).
  • O tempo médio de permanência nas urgências foi de 4,5 horas (275 minutos), subindo 3 minutos face a 2024/2025, mas ainda abaixo de 2023/2024 (301 minutos).
  • As altas por abandono baixaram para 80.004 no último inverno, frente a 93.312 em 2024/2025 (e estavam em 103.199 em 2023/2024).
  • O SNS 24 registou 1.983.475 chamadas ( +18%), com média diária de 22.039, pico de 37.154 em 2 de dezembro de 2025, tempo médio de espera de 3 minutos; 41% das chamadas foram encaminhadas para urgências, 46% para Cuidados de Saúde Primários, 8% para autocuidados.

O volume de episódios de urgência nos hospitais do SNS diminuiu no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos urgentes. O tempo médio de permanência nas urgências subiu ligeiramente face ao inverno anterior, ainda que tenha ficado abaixo de 2023/2024. Estes são dados do Plano para a Resposta Sazonal em Saúde, que a Lusa teve acesso.

Entre novembro e fevereiro, registaram-se 1.846.060 episódios de urgência, menos 174.060 do que no inverno de 2024/2025. A redução coincide com melhor encaminhamento de doentes para urgência, reduzindo episódios classificados como não urgentes.

A proporção de episódios urgentes atingiu 67% neste inverno, acima dos 63% de 2024/2025. A conjuntura de gripe associada a uma vaga de frio concentrou problemas respiratórios, sobretudo em idosos e crianças, influenciando o padrão de atendimento.

O tempo médio de permanência nas urgências foi de 4,5 horas (275 minutos), mais 3 minutos que no inverno anterior, mas ainda menor que 2023/2024, quando atingiu 301 minutos. O documento aponta atrasos ligados ao desfasamento entre alta clínica e administrativa.

O relatório ressalva que, com cerca de 2.000 camas ocupadas por casos sociais, a gestão das urgências fica mais exigente, equivalendo a internamentos em três grandes hospitais. Este cenário agrava-se quando há excesso de doentes à espera de internamento.

As altas por abandono diminuíram, passando de 93.312 em 2024/2025 para 80.004 no inverno 2025/2026. Em 2023/2024 tinham registado 103.199 altas por abandono, pelas mesmas razões de saídas sem conclusão médica formal.

Em comparação com 2023/2024, a redução de altas por abandono ronda os 22%. O SNS24 teve aumento de 18% nas chamadas atendidas, totalizando 1.983.475, com pico no dia 2 de dezembro de 2025 (37.154), e mínimo em 14 de fevereiro de 2026 (12.163).

A taxa média de atendimento situou-se em 90,4% (+15% face ao ano anterior). Entre 2 e 5 de janeiro de 2026, o atendimento ficou abaixo de 80% (71,9% a 2 de janeiro) devido à menor disponibilidade de profissionais. O tempo médio de espera melhorou para três minutos neste inverno.

O pior dia de atendimento ocorreu a 15 de dezembro de 2025, com 14,2 minutos de espera para a chamada SNS24. As segundas-feiras concentram mais chamadas, com média de 33.127 chamadas diárias, contra 25.710 de terça a sexta-feira.

Quase metade das chamadas do SNS24 foram encaminhadas para urgências (41%, cerca de 4.500 episódios/dia), o que esgota quase metade da capacidade instalada. Acima de 10.000 episódios/dia já envolve desequilíbrios de gestão nos serviços de urgência.

Foram encaminhadas para Cuidados de Saúde Primários 46% das chamadas (≈5.150/dia) e 5% para o INEM (589/dia). Autocuidados representaram 8% das chamadas, evitando quase 1.000 idas às urgências por dia.

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