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Tutela admite centro de referência afiliado para cirurgias cardíacas no Norte

Secretaria de Estado admite que a Unidade Local de Saúde de Santo António pode tornar-se centro afiliado para tavis, visando reduzir listas de espera na região

Ana Povo, secretária de Estado da Saúde, foi médica no Hospital de Santo António
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  • A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, afirmou que a Unidade Local de Saúde de Santo António, no Porto, pode tornar-se centro de referência afiliado para a colocação de válvulas aórticas percutâneas (tavis).
  • Para que isso aconteça, é necessária uma equipa cirúrgica “on-house” e uma unidade de cirurgia cardíaca afiliada, com mais um cirurgião cardíaco e a restante equipa.
  • A declaração ocorreu numa audição na Assembleia da República, a pedido do Chega, sobre a possibilidade de criar um novo centro de cirurgia cardíaca no Norte.
  • Atualmente, doentes que necessitam de tavis são referenciados para centros no Porto (ULSS Santo António e São João), Gaia/Espinho e Braga, este último com uma nova estrutura aberta há dois meses, a operar a 20% da capacidade.
  • Ana Povo disse ainda que há um cirurgião cardíaco contratado pela ULSSA desde 2016 que está impedido de operar, e criticou conflitos de interesse e a posição de Portugal como “cauda da Europa” na colocação de tavis.

A Tutela confirmou nesta quarta-feira que a Unidade Local de Saúde de Santo António (ULSSA), no Porto, reúne condições para assumir o papel de centro de referência afiliado para a colocação de válvulas aórticas percutâneas (tavis). A medida surge no âmbito da possível criação de um centro de cirurgia cardíaca na região Norte.

A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, explicou que a Tavs exige uma equipa cirúrgica interna na unidade, associada a uma congénere de um centro parceiro. Esta configuração permitiria o desempenho da intervenção sem depender exclusivamente de estruturas externas, desde que exista o reforço da equipa necessária.

O posicionamento foi apresentado durante uma audição na Assembleia da República, a pedido do Chega. A reunião decorreu online durante cerca de 45 minutos, com foco na viabilidade de um novo centro de cirurgia cardíaca na região Norte e naquilo que está em causa para a criação de centros afiliados.

Relativamente ao panorama atual, a cada doentes com necessidade de Tavs é já definido redirecionamento para centros de referência existentes: ULS São João, no Porto; ULS de Gaia/Espinho; e a ULS de Braga, que abriu recentemente uma estrutura com capacidade ainda reduzida. A meta é alcançar funcionamento pleno até ao final do ano.

A discussão envolve ainda a polémica de fevereiro, quando várias lideranças de serviço de cardiologia de hospitais do Norte subscreveram uma carta sobre listas de espera. A carta foi dirigida aos responsáveis da Saúde e levou a revelações sobre mortes associadas a esperas prolongadas no hospital do Porto.

Em resposta, a governante afirmou que não houve despacho decisório que criasse conflitos de interesse. Acrescentou que a avaliação pública da viabilidade da ULSSA já ocorreu e não indicou impedimentos legais para o funcionamento, salientando que a referência atual não corresponde à realidade de recursos no país.

No debate, surgiram receios da Ordem dos Médicos e de diretores de serviços de Gaia e do São João sobre o possível esvaziamento de recursos humanos com a criação de um novo centro no Norte. A secretária de Estado reiterou a preocupação com o atraso na prática de Tavs no país, destacando que a situação está entre as mais atrasadas da Europa.

Ao longo da audiência, Ana Povo citou o caso de um cirurgião cardíaco contratado na ULSSA desde 2016, que permanece impedido de operar. A situação é apresentada como exemplo de dificuldades logísticas que fragilizam a capacidade de resposta da unidade, segundo a governante.

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