- Um estudo conjunto do Reino Unido e do Irão sugere que, a cada uso, podemos consumir cerca de 15 mil milhões de partículas de plástico com os saquinhos de chá, potencialmente aumentando o risco de doenças oncológicas.
- Nos 19 estudos analisados, os pacotes de chá seco podem conter até 1,3 mil milhões de partículas de plástico, que sob água quente se podem transformar em quase 15 mil milhões por chávena.
- A contaminação pode ter origem na embalagem ou no processo de produção; a preocupação estende-se a chás vendidos em garrafas.
- Medidas para reduzir a exposição incluem optar por chá avulso ou marcas com sacos de papel, enxaguar os sacos antes de usar, recorrer a água filtrada e evitar aquecer no micro-ondas.
- No Reino Unido, cerca de 84 por cento da população consome chá diariamente.
Os resultados de um estudo, realizado por investigadores do Reino Unido e do Irão, indicam que os saquinhos de chá podem introduzir milhões de partículas de plástico na bebida. O trabalho foi apresentado pela imprensa britânica nesta segunda-feira. A investigação analisa o potencial risco para a saúde, incluindo ligações a doenças oncológicas.
Segundo os cientistas, a cada chá preparado, podem ser consumidas cerca de 15 mil milhões de partículas de plástico. No estado seco, os pacotes podem conter até 1,3 mil milhões de partículas. A presença de microplásticos e nanoplásticos pode permanecer nos tecidos após a ingestão.
A contaminação pode ter origem na embalagem, no processo de produção ou em etapas de confecção. Além do chá, a preocupação também se estende a bebidas similares, como o chá em garrafa.
O que fazer para reduzir a exposição
Entre as recomendações está optar pelo chá avulso ou por marcas que utilizem sacos de papel. Enxaguar os saquinhos antes de colocar água a ferver ou usar água filtrada são outras sugestões apontadas pelos especialistas. Evitar aquecer o chá no micro-ondas também é recomendado.
A investigação revela ainda que, no Reino Unido, cerca de 84% da população consome chá diariamente, prática comum na cultura local. Os resultados destacam a necessidade de mais estudos sobre os impactos a longo prazo.
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