- A 19 de março, estavam internadas nos hospitais 2.807 pessoas sem razão clínica.
- Essas internamentos ocupavam 13,8% do total de camas, na maioria à espera de vaga na rede de cuidados continuados ou em lares.
- Os alertas repetem-se e os números pioram todos os anos, mostrando a insuficiência das medidas tomadas.
- Estes internamentos indevidos custam mais de 350 milhões de euros por ano ao Serviço Nacional de Saúde.
- Questiona-se: “O que falta para se perceber a urgência disto?”
No dia 19 de março, mais de 2.800 pessoas estavam internadas nos hospitais sem razão clínica, ocupando quase 14% das camas disponíveis. A maioria aguardava vaga na rede de cuidados continuados ou em lares, o que contribuiu para a pressão sobre o SNS.
Os dados mostram que os internamentos indevidos permanecem elevados ao longo dos anos, apontando para falhas estruturais nas respostas do sistema. Em 19 de março deste ano, 2.807 pessoas permaneciam internadas sem necessidade clínica, representando 13,8% do total de camas ocupadas. A situação tem efeitos diretos na capacidade de atendimento e no funcionamento hospitalar.
Estima-se que estes internamentos indevidos custem ao Serviço Nacional de Saúde mais de 350 milhões de euros por ano. A falta de vagas na rede de cuidados continuados e em lares é apontada como uma das principais causas, elevando a necessidade de medidas urgentes para reduzir a permanência indevida de pacientes. O debate sobre a urgência da resposta persiste entre profissionais e organizações de saúde.
Impacto financeiro e perspetivas de melhoria
A duração dos internamentos sem necessidade clínica agrava os custos operacionais dos hospitais e a utilização de recursos. Especialistas e gestores defendem uma resposta integrada entre hospitalares, rede de cuidados continuados e apoio domiciliário para reduzir a permanência indevida e otimizar o fluxo de pacientes. Reforçar a coordenação entre serviços poderá diminuir a pressão sobre a capacidade instalada do SNS.
Os dados de março refletem uma tendência que, segundo estudos recentes, persiste desde anos anteriores. A administração de saúde tem sido alertada para acelerar reformas de organização, financiamento e planeamento da rede de cuidados para evitar novas situações de internamento indevido e melhorar a circulação de pacientes.
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