- A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) alertou que alguns hospitais enfrentam dificuldades na compra de consumíveis, como luvas e sacos, devido à subida dos preços de matérias-primas causada pelo conflito no Médio Oriente.
- A subida de preços chegou a 30%, 40% e 50% num curto espaço de tempo, segundo o presidente da APAH, Xavier Barreto.
- Os contratos públicos atuais dificultam manter os preços acordados, já que fornecedores confrontam-se com aumentos repentinos e riscos de não cumprimento.
- Há concursos em curso com dificuldade em encontrar fornecedores que aceitem adjudicar compras a preços estáveis, dadas as oscilações de mercado.
- Quanto aos medicamentos, ainda não há rutura, mas o responsável alerta que pode haver impactos no futuro, caso disrupções na cadeia de abastecimento se mantenham.
Hospitais portugueses enfrentam dificuldades na aquisição de consumíveis, como luvas e sacos, devido ao aumento rápido dos preços de matérias-primas provocados pelo conflito no Médio Oriente. A cobrança de contratos públicos agrava o problema.
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) relata que alguns hospitais já enfrentam dificuldades, com falhas específicas na compra de consumíveis dependentes do setor petroquímico. Os aumentos chegam a 30% a 50% em pouco tempo.
A presidente da APAH, Xavier Barreto, explica que contratos pré-estabelecidos tornam difícil manter preços acordados quando fornecedores confrontam subidas abruptas. Muitos concursos estão parados por hesitação dos fornecedores em apresentar propostas.
Desafios de custos e contratos
A volatilidade dos preços cria incerteza. Fornecedores evitam stock elevado a preços que podem tornar-se inviáveis num curto espaço de tempo. O resultado é uma procura de alternativas e renegociação de condições.
Ainda não há ruturas de medicamentos, segundo a APAH, mas há risco futuro caso disrupções de cadeias ocorram nos transportes. Observa-se que as necessidades de exames e cirurgias consomem grandes volumes de consumíveis.
A APAH sustenta que o Governo deve atuar de forma semelhante ao período pandémico, para garantir o abastecimento e partilhar riscos entre compradores e fornecedores. A organização aponta para medidas de apoio e estabilidade de preços.
A associação reforça que o problema atual é de elevada volatilidade e que a situação pode piorar se o conflito durar mais tempo. A monitorização de cadeias de abastecimento continua a fazê-lo com atenção.
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