- Entre 2021 e 2025 morreram quase 330 doentes à espera de cirurgia cardíaca, segundo dados apresentados na Assembleia da República.
- Por ano, registaram-se 65 óbitos em 2021, 65 em 2022, 62 em 2023, 71 em 2024 e 65 em 2025, conforme análise apresentada.
- O debate incidiu sobre a possível criação de um novo centro de cirurgia cardíaca na região Norte, após contactos de diretores de hospital público.
- A ministra da Saúde afirmou estudar revisões legislativas e portarias para acelerar tempos de espera, garantindo segurança dos doentes e das equipas.
- Em antecipação, admitiu aumentar a capacidade no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) e rever a rede de referênciação de cirurgia torácica, cardíaca e cardiologia.
Quase 330 doentes morreram à espera de cirurgia cardíaca entre 2021 e 2025, segundo dados em análise. Em maio, a audição na Assembleia da República contou com a participação de Ana Povo, deputada do Chega, que sublinhou os números por ano: 65 óbitos em 2021, 65 em 2022, 62 em 2023, 71 em 2024 e 65 em 2025. A audiência decorreu online, com falha de áudio sensivelmente afeta à sessão.
A responsável governamental, questionada sobre a possibilidade de criar um novo centro de cirurgia cardíaca no Norte, indicou que se discute a matéria desde fevereiro, quando vários diretores de serviço de cardiologia de hospitais do Norte alertaram para a lista de espera e para procedimentos como a válvula da aórtica. Especialistas e diretores também avisaram sobre o impacto de eventuais mudanças na rede de centros.
Situação da cirurgia cardíaca na região Norte
Na visita de 30 de março, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu revisões legislativas e a criação de portarias especiais para acelerar as urgências, nomeadamente as cirurgias cardíacas. Pela sua análise, existem áreas com tempos de espera superiores ao recomendado, e o Governo pretende garantir condições e incentivos para acelerar respostas sem comprometer a segurança.
Segundo Ana Povo, no imediato o problema poderá ser mitigado com a majoração de recursos no SIGIC, o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia. A deputada acrescentou que a rede atual é desajustada e lançou a possibilidade de consultar a Entidade Reguladora da Saúde sobre a organização de centros de cirurgia cardíaca no privado, lembrando que existem seis centros públicos e onze privados.
A responsável concluiu a necessidade de reavaliar as redes, considerando a capacidade instalada. Além disso, anunciou um despacho para rever a rede de referenciação de cirurgia torácica, cardíaca e cardiologia, com a eventual criação de centros afiliados de centros de referência.
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