Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Hospitais enfrentam custos elevados de luvas e sacos e dificuldades na compra

Hospitais enfrentam aumento de custos e escassez de consumíveis, como luvas e sacos, devido à subida de matérias-primas provocada pelo conflito no Médio Oriente

Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH)
0:00
Carregando...
0:00
  • Hospitais enfrentam dificuldades na compra de consumíveis, como luvas e sacos, devido ao aumento de preços das matérias-primas após o conflito no Médio Oriente.
  • A APAH aponta que já há escassez de alguns produtos, incluindo luvas, batas cirúrgicas e máscaras, embora não seja generalizada.
  • O subida de preços chegou a ter aumentos de 30% a 50% em pouco tempo, afetando contratos públicos já assinados entre hospitais e fornecedores.
  • Fornecedores relutam em manter preços pré-acordados ou em fazer novos concursos, temendo não conseguir cumprir os compromissos.
  • O presidente da APAH alerta para um período de grande incerteza e sugere uma resposta do Governo semelhante à pandemia, para garantir estabilidade de fornecimento e mitigar riscos.

O aumento dos preços de consumíveis hospitalares, como luvas e sacos, começa a afetar a compra de material médico em Portugal. A subida é impulsionada pelo aumento das matérias-primas, situação agravada pela guerra no Médio Oriente, segundo a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

A APAH disse que vários hospitais enfrentam dificuldades para adquirir consumíveis devido a contratos públicos já estabelecidos a preços que não conseguem suportar com a atual volatilidade. Relatos a apontam aumentos de 30% a 50% em certos itens num curto espaço de tempo.

Segundo Xavier Barreto, presidente da APAH, a escassez não é generalizada, mas já se manifesta em itens como luvas, batas cirúrgicas e máscaras. O fornecedor pode não conseguir manter preços pré-acordados, levando a atrasos e reajustes.

Contratos e mercado

Barreto explica que, em muitos concursos, há dificuldade em adjudicar compras porque fornecedores não querem assumir riscos de variação de preços. O governo é visto como capaz de atuar de forma semelhante ao período da pandemia, assegurando continuidade de abastecimento.

O responsável admite que o cenário cria “enorme incerteza” e volatilidade de preços. Fornecedores também evitam manter stocks elevados a preços atuais, temendo não conseguir vender depois a preço alto, o que agrava a disponibilidade.

Os hospitais não possuem reservas suficientes para a demanda imediata de exames, observações de doentes e cirurgias, que consomem grandes quantidades de luvas e outros consumíveis. A situação pode afetar também o fornecimento de medicamentos no futuro, caso disrupções logísticas se agravem.

Para Barreto, o Governo deve encarar este contexto como uma circunstância excecional, procurando uma partilha de risco entre compradores e fornecedores para evitar impactos significativos na assistência. Afirmou que há potencial de agravamento se as cadeias de abastecimento continuarem instáveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais