A viúva de um homem de 53 anos, que morreu em Pombal durante a greve dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) do INEM, foi ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM (CPI). Carla Silva disse estar ali para exigir justiça e responsabilização pelo atraso no socorro e afirmou que, se tivesse sido atendido atempadamente, a vítima poderia ainda estar viva.
A presidente da CPI ouviu o testemunho da viúva, que descreveu de forma emocionada o momento da morte e questionou a ausência de serviços mínimos durante a greve. A testemunha pediu que se apurem responsabilidades perante uma paralisação que, segundo as suas palavras, coloca vidas em risco.
A IGAS concluiu que a morte poderia ter sido evitada, uma vez que o socorro não ocorreu dentro de uma janela de tempo mínima e razoável. O primeiro ambulância chegou ao local 1 hora e 26 minutos após a chamada para o 112, ultrapassando a janela de até 120 minutos necessária para uma angioplastia coronária após um enfarte.
Entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, durante as greves do INEM, registaram-se 12 óbitos, com três associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde. A CPI, composta por 24 deputados, foi criada para apurar responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relativas à atual situação do INEM, estando a investigação aprovada em julho do ano anterior por proposta da IL.
O objetivo da comissão é esclarecer o que aconteceu, quem esteve envolvido e quais notas de responsabilidades resultam destes factos, mantendo o foco informativo e factual da audiência pública.
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