- O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, defende que a Direção Executiva do SNS deve atuar como um maestro agregador, para coordenar os diversos atores do sistema.
- A dificuldade em avaliar o desempenho da Direção Executiva baseia-se na falta de clareza sobre as suas prioridades e papel.
- O Pacto para a Saúde apresentado pelo Governo não convence, por não apresentar uma visão integrada e sustentada para o SNS.
- O bastonário pede maior autonomia, responsabilização e transparência da Direção Executiva, bem como liderança forte que dialogue com profissionais, doentes e sociedade.
- Reforçar a formação e valorização dos farmacêuticos é considerado essencial, com visão de que podem atuar como agentes de saúde comunitária e facilitar o acesso a medicamentos e cuidados.
A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve atuar como um maestro agregador, promovendo coordenação entre os diversos participantes do sistema, defende o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos. A ideia é criar harmonia entre serviços, profissionais e pacientes.
Em entrevista ao PÚBLICO, Hélder Mota Filipe afirmou que avaliar o desempenho da Direção Executiva é difícil, porque não ficam claras as suas prioridades nem o seu papel. A ausência de estratégia dificulta políticas eficazes e mudanças estruturais.
Para o bastonário, o Pacto para a Saúde apresentado pelo Governo não é suficiente, por não oferecer uma visão integrada do SNS. Ele defende liderança forte, autonomia e maior transparência na atuação da Direção Executiva.
Papel dos farmacêuticos
Hélder Mota Filipe destacou a relevância de reforçar a formação e valorização dos farmacêuticos, que atuam na promoção da saúde, prevenção de doenças e acesso a medicamentos. O contributo envolve a saúde comunitária e a facilitação do acesso aos cuidados.
O responsável concluiu que o SNS precisa de uma liderança clara, engajada e dialogante. A prioridade deve ser a saúde pública e o bem-estar do doente, com inovação orientada para resultados.
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