- O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, disse na Comissão de Saúde que não é possível eliminar listas de espera nem ter médicos de família para todos, devido à falta de recursos especializados.
- Segundo ele, é preciso aceitar que as listas de espera vão existir e procurar controlá-las para que não aumentem.
- Almeida afirmou que não houve orientações para cortar cirurgias ou consultas com o objetivo de reduzir despesa.
- A fala ocorreu nesta quarta-feira durante a Comissão de Saúde.
- O problema envolve mais de 1,5 milhões de utentes sem médico de família e as listas de espera no SNS.
O director executivo do SNS, Álvaro Almeida, afirmou, na Comissão de Saúde, que não é possível eliminar as listas de espera nem ter médicos de família para todos os utentes. A justificação passa pela falta de recursos especializados.
De acordo com Almeida, manter o equilíbrio entre qualidade assistencial e custos impossibilita elevar a produção a um nível que permita eliminar as listas de espera. O responsável sublinhou que o objetivo é controlar o problema para que não aumente.
A comissão ouviu que, atualmente, existem mais de 1,5 milhões de utentes sem médico de família, assim como perto de um milhão de pessoas integradas nas listas de espera para consultas e cirurgias. Ambos os problemas são apresentados como estruturais.
O diretor executivo reforçou que não deu orientações aos hospitais para cortar cirurgias ou consultas com o objetivo de reduzir despesa. A posição é de que a gestão envolve recursos limitados e que decisões não devem comprometer a qualidade do atendimento.
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