- O FMI, com dados de 164 países desde 1946, diz que ciclos de forte investimento na defesa costumam levar, a médio prazo, a cortes em serviços sociais: saúde (-26%), apoios sociais (-25%) e educação (-14%).
- A Galp teve no primeiro trimestre um lucro de 272 milhões de euros, mais 41% que o mesmo período de 2025, com aumentos de preço de venda de gasóleo (+96%) e gasolina (+47%).
- O Instituto Nacional de Estatística registou, em março de 2026, uma avaliação mediana da habitação de 2.151 euros por metro quadrado, mais 29 euros que fevereiro, e o índice Idealista indicou 3.107 euros por metro quadrado para casas à venda em março de 2026.
- Em 2024, 77 mil famílias viviam em condições indignas de habitação; e um relatório para a Comissão Europeia aponta 3.306 crianças e jovens em situação de sem-abrigo ou privação habitacional grave.
- O cabaz alimentar monitorizado pela DECO Proteste atingiu 254 euros no início de abril, o valor máximo já registado, reflectindo um aumento de 5% desde o início do ano e de 12% face a há um ano; a mobilização de 25 de Abril foi histórica, com protesto difundido em todo o país contra o estado atual.
O FMI analisou dados de 164 países desde 1946 e conclui que ciclos de forte investimento na defesa costumam ser seguidos, a médio prazo, por cortes nos gastos sociais. Prevê uma redução de 26% na despesa com saúde, 25% em apoios sociais e 14% na educação.
A GALP apresentou lucro de 272 milhões de euros no 1.º trimestre, mais 41% face ao mesmo período de 2025. O preço de venda do gasóleo subiu 96% e o da gasolina aumentou 47% no mesmo intervalo.
Em março de 2026, o valor mediano da avaliação bancária da habitação atingiu 2151 euros/m2, maximum histórico, segundo o INE (+16,5% em 12 meses). O índice de preços do Idealista situou as casas em 3107 euros/m2.
Habitação e pobreza
Em 2024, havia 77 mil famílias a viver em condições indignas de habitação, segundo estratégias locais. Um relatório para a CE indica que 3306 crianças e jovens vivem em sem-abrigo ou em privação habitacional grave.
Custo de vida
A DECO Proteste releva que o cabaz alimentar de 63 produtos atingiu 254 euros no início de abril, o valor mais alto já registado. O aumento é de 5% desde janeiro e de 12% face a há um ano.
A soma destes factos contextualiza a atual situação económica e social, refletida na mobilização histórica ocorrida no 25 de Abril, com participação expressiva de jovens e uma leitura de defesa da democracia e da liberdade.
No 1.º de Maio, a expectativa é repetir a mobilização, alertando para um pacote laboral que, segundo as críticas, pode comprometer direitos dos trabalhadores e a própria democracia.
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