O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou, em dados da publicação Estatatísticas da Saúde, que 44,1% da população com 16 anos ou mais tem doença crónica ou problema de saúde prolongado em 2025. O estudo identifica mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade como os grupos mais atingidos.
Os resultados do ICOR 2025 mostram que a prevalência é maior nas mulheres (47,6%) do que nos homens (40,2%), e significativamente elevada entre os maiores de 65 anos (69,7% frente a 33,9% entre os mais jovens). Reformados chegam aos 70,3%, desempregados aos 43,3% e trabalhadores ativos aos 32,5%. Madeira lidera com 47,5%, Algarve fica com 38,5%.
Limitações de atividades e escolaridade
No conjunto da população, 23,8% reportam alguma limitação nas atividades diárias, sendo 4,8% severas. Mulheres (27,2%) e idosos (47,5%) são os mais afetados. As limitações severas sobem a 11,4% entre os maiores de 65 anos, frente a 2,1% nos mais jovens. A escolaridade agrava o impacto: 63,3% sem escolaridade e 33,2% com ensino básico relatam limitações, contra 11,2% (ensino superior) e 13,1% (ensino secundário).
Entre trabalhadores, 11,5% relatam limitações, contra 23,9% dos desempregados, 27,2% dos inativos não reformados e 47,9% dos reformados.
Contexto europeu e esperança de vida
Portugal tinha em 2024 a terceira maior proporção de população com doença crónica na UE-27 e esteve entre os sete Estados-membros com mais de 40%. A esperança de vida à nascença foi estimada em 82,5 anos em 2023 (85,3 mulheres; 79,5 homens).
O INE também indica que a vida saudável à nascença é de 59,6 anos para o total, sendo menor para as mulheres (58,3) do que para os homens (61).
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