- Um estudo da Universidade Drexel, nos EUA, com 300 adultos concluiu que passar mais tempo em parques, florestas e jardins está ligado a um maior consumo de frutas e legumes.
- As interacções com a natureza avaliadas como acidentais e intencionais apresentaram correlação significativa com uma dieta de maior qualidade e mais sustentável.
- Em uma segunda fase, 30 participantes foram entrevistados para entender melhor as relações entre natureza e dieta, num estudo publicado na revista Social Science & Medicine.
- Autoras destacam que a natureza pode funcionar como um ingrediente ativo para a saúde, e sugerem desenvolver intervenções que aproveitem essas ligações.
- As entrevistas mostraram que estar em contacto com a natureza reduz depressão, ansiedade e stress, incentivando hábitos alimentares mais saudáveis.
O estudo mostra que passar mais tempo ao ar livre está associado a hábitos alimentares mais saudáveis. A pesquisa, realizada com adultos nos EUA, analisou a relação entre tempo em espaços verdes e consumo de fruta e legumes. Publicação na revista Social Science & Medicine.
Foram avaliados 300 participantes que registaram o tempo passado em ambientes exteriores e os seus hábitos alimentares na semana anterior. As interações com a natureza foram classificadas em indiretas, acidentais e intencionais, consoante o contacto vivido.
Os resultados indicaram que as interações acidentais (ter plantas em casa) e intencionais (visitar parques ou florestas) correlacionam com uma dieta de maior qualidade e com padrões alimentares mais sustentáveis. Indústria e educação aparecem como potenciais alavancas.
Metodologia e participantes
Na segunda fase, 30 voluntários foram entrevistados para aprofundar relações entre natureza e dieta, incluindo a preferência por contacto com a natureza. A análise sugere que quem gosta mais de estar ao ar livre tende a adotar hábitos alimentares mais saudáveis.
Conteúdos-chave do estudo
Os investigadores destacam que a natureza não serve apenas de cenário, mas de ingrediente ativo para a saúde. A liderança do estudo é Dahlia Stott, com Brandy-Joe Milliron entre os coautores, ambos ligados à Faculdade de Enfermagem e Profissões da Saúde.
Implicações e mensagens
As entrevistas indicam que a ligação à natureza pode reduzir depressão, ansiedade e stress, o que favorece escolhas alimentares mais equilibradas. Os autores defendem que intervenções públicas podem explorar estas ligações de forma prática.
Recomendações para a prática
A equipa sugere facilitar o acesso a espaços verdes próximos, incluindo quintais ou parques, como forma simples de promover saúde geral. A investigação aponta para benefícios além da alimentação, estendendo-se à saúde mental.
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