Em entrevista durante a visita às obras do futuro Parque de Saúde e Bem-Estar da Maia, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, confirmou que os empréstimos de medicamentos entre hospitais são uma prática habitual nos primeiros meses do ano. A governante explicou que o fenómeno ocorre no primeiro trimestre, quando surgem dificuldades nos concursos centrais e há necessidade de recorrer a ajustes diretos por parte das unidades locais de saúde, especialmente os hospitais.
A responsável pela pasta salientou que os empréstimos entre hospitais não é um sinal de crise, mas sim de funcionamento em rede. Segundo Ana Paula Martins, estas operações refletem prudência na gestão de recursos públicos, até que as aquisições sejam realizadas por concursos centrais com fundos dos contribuintes.
A RTP informou recentemente que, desde janeiro, alguns hospitais de Lisboa enfrentaram falta de medicamentos, levando a pedidos de apoio a unidades no Porto, Faro e Évora para assegurar o tratamento dos doentes. O principal objetivo é manter o tratamento sem interrupções para os pacientes.
A ministra sublinhou que não existe, na perspetiva do Governo, um risco de ruptura de stock devido a estes empréstimos. Explicou que, quando um hospital fica sem stock, recorre a outro centro de saúde e devolve o material conforme as boas práticas de distribuição.
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