O inspector-geral da saúde afirma que o INEM sabia, em 2024, das greves que viriam, apesar de não ter recebido pré-aviso de todas. Argumenta que a organização foi impreparada para responder a imprevistos. A crítica incide sobre a gestão do instituto.
Carlos Carapeto sustenta que houve falhas estruturais na gestão do conhecimento e na liderança, com saídas de técnicos de emergência pré-hospitalar a fragilizar o INEM há anos. Questiona a ausência de um protocolo para greves.
Questionado sobre a passagem de informação entre estruturas do Ministério da Saúde, refere que quem recebeu o pré-aviso poderia ter divulgado o dado, mesmo sem obrigação legal. Alega que a eficácia não depende apenas de formalismos.
Falta de liderança na gestão pública
O inspector-geral diz que falta cultura de liderança que treino estruturas para enfrentar situações de grande imprevisibilidade. A greve dos TEPH, ocorrida em Outubro e Novembro de 2024, esteve associada a atrasos nas respostas a urgências.
Impacto e responsabilidades
Durante o período de greve, morreram pelo menos 12 pessoas, com três casos ligados a atrasos no socorro. Carapeto aponta responsabilidades na gestão e organização do trabalho durante as greves.
Formação dos TEPH
O responsável sublinha que a carreira dos TEPH é pouco atrativa, o que resulta em menos recursos. Refere que as recomendações da_INSPEÇÃO-GERAL não impedem o INEM de promover formação contínua.
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