Cerca de 700 pessoas receberam antibiótico após um surto de meningite na região de Canterbury, no sudeste de Inglaterra. Dois jovens morreram e várias pessoas foram hospitalizadas. O Governo britânico atualizou a situação no parlamento.
São identificados quatro casos, incluindo as duas mortes, e 11 pessoas estão em investigação. Uma dose única de antibiótico é descrita como eficaz para prevenir a doença em cerca de 90% dos casos.
O ministro da Saúde, Wes Streeting, rejeitou críticas à atuação da UKHSA. A alerta foi activada no domingo de manhã, apesar de ter sido notificado o primeiro caso na sexta-feira.
Entre as vítimas estão uma aluna de 18 anos de uma escola secundária de Faversham e um estudante de 21 anos da Universidade de Kent. Ambos morreram entre sexta-feira e domingo. A estirpe associada é meningite B, rara e com sintomas que podem lembrar outras doenças.
As infeções estão relacionadas com frequências no Club Chemistry, discoteca em Canterbury, entre 05 e 07 de março. A Universidade de Kent pediu aos estudantes contactados com os infetados para receberem tratamento.
Imagens de meios britânicos mostram filas de centenas de pessoas no campus da universidade. A discoteca terá recebido cerca de 2 mil visitantes nesse intervalo, com vários funcionários hospitalizados.
A vacinação contra meningite B foi introduzida em 2015 para bebés, mas a faixa etária universitária não beneficia automaticamente. As infecções por meningococos podem causar meningite, septicemia, artrite ou quadros gastrointestinais.
Este surto evidencia que a meningite B exige diagnóstico precoce e tratamento com antibióticos, sendo a transmissão relativamente limitada, mas potencialmente grave se não tratada.
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