Doze Unidades Locais de Saúde (ULS) integram um projeto de vigilância da gravidez de baixo risco realizada por Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EEESMO), conforme despacho publicado esta segunda-feira. A medida visa acompanhar grávidas sem médico de família em ULS com baixa cobertura de Medicina Geral e Familiar.
As ULS incluídas são Arrábida, Arco Ribeirinho, Almada-Seixal, Amadora/Sintra, Estuário do Tejo e Lisboa Ocidental. Integram ainda o projeto Loures-Odivelas, Oeste, São José, Santa Maria, Alto Alentejo e Algarve. O objetivo é ampliar o acesso e a equidade na vigilância pré-natal.
Composição da Comissão de Acompanhamento
A direção executiva do SNS estabelece a criação de uma Comissão de Acompanhamento. Esta inclui um elemento da estrutura que preside, um representante de cada ULS, um membro da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, dois da Ordem dos Médicos e dois da Ordem dos Enfermeiros. Francisco Lucas Maria de Matos é o vogal representante da DE-SNS.
O projeto pretende reforçar a acessibilidade e a continuidade dos cuidados na gravidez e no puerpério, assegurando serviços seguros e de qualidade, baseados em orientações clínicas atualizadas. O objetivo é promover o trabalho em equipa de saúde familiar.
Prevê-se que as mulheres que planeiam engravidar tenham acesso a consulta pré-concecional no prazo máximo de 90 dias após a solicitação. Quando não haja disponibilidade com um Médico de Família, a consulta pode ser realizada por um EEESMO.
A iniciativa estabelece que a primeira consulta de vigilância da gravidez ocorra até às nove semanas e seis dias de gestação. Se esse prazo não for cumprido, o EEESMO assume a avaliação inicial do risco da gravidez.
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