A Galp anunciou a compra de um conjunto de 17 parques eólicos em Espanha, por 320 milhões de euros. Os ativos trazem 351 MW de capacidade instalada, com fecho ainda previsível neste segundo trimestre.
Os parques pertenciam à Helia Funds, plataforma do Bankinter, em parceria com a Plenium Partners. A operação aumenta a capacidade renovável da Galp para 2 GW, com 9 de Abril como data anunciada.
A carteira renovável da Galp já soma 1,7 GW, repartidos entre Espanha e Portugal. Com a aquisição, a quota eólica passa a representar 25% da produção de energias verdes da empresa.
A Galp afirma que o negócio acelera a diversificação da geração renovável no mercado ibérico. A aquisição deverá permitir um aumento potencial de 35% na produção efetiva de energia a partir de renováveis.
Aposta em renováveis e alterações no grupo
Até agora, a galp renovável era dominada pelo solar, com cerca de 99% da produção verde. Com os novos parques, a produção eólica terá maior peso relativo na base de geração.
Além das renováveis, o grupo está a estudar mudanças nas áreas industriais e de retalho. A possível fusão com Moeve, ligada à rede de postos e refinação, está a gerar controvérsia interna e envolvimento do governo.
A operação de Moeve envolve activos estratégicos, incluindo a refinaria de Sines. As negociações enfrentam resistência de trabalhadores e dependem de aprovação regulatória e governamental.
A Galp mantém o foco em hidrogeno verde e na expansão de investimentos em energia no âmbito das suas quatro áreas de negócio. A companhia não apresentou conclusões sobre o timing destas mudanças.
Com Amorim Energia (37%), Parpública (8%) e Massachusetts Financial Services (cerca de 6%), a Galp figura entre as maiores empresas da bolsa portuguesa, com valor de mercado acima dos 13 mil milhões de euros.
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