- O eurodeputado Sebastião Bugalho traçou linhas de demarcação do PSD face ao Chega e ao PS, destacando a atuação da extrema-direita na homenagem a Cavaco Silva e a posição socialista sobre Maria Corina Machado.
- No Congresso do PSD em Anadia, o discurso excedeu o tempo permitido, gerando uma advertência, ao que Bugalho respondeu que “somos sete lá em Bruxelas”.
- A intervenção defendeu uma visão de igualdade entre regiões, garantindo que cada município possa acolher entidades públicas, ajustando o partido à realidade de cada território.
- Bugalho criticou o Chega pelo boicote à homenagem a Cavalo Silva no Parlamento Europeu e questionou a ligação entre o PSD e um partido que representa posições opostas no que diz respeito à Europa.
- O eurodeputado enfatizou prioridades do PSD em Bruxelas (inteligência artificial, defesa, fundos de coesão e apoio à agricultura) e afirmou que o partido pode vencer eleições europeias em 2029, com a vitória nacional nas próximas legislativas dependendo do líder Luís Montenegro.
O eurodeputado social-democrata Sebastião Bugalho traçou hoje, no Congresso do PSD em Anadia, linhas de demarcação política entre o PSD, o Chega e o PS. O objetivo foi mostrar a atuação da extrema-direita na homenagem a Cavaco Silva e a posição do PS sobre Maria Corina Machado.
Bugalho defendeu que cada município deve poder candidatar-se a acolher entidades públicas, tal como ocorre com os Estados-membros da UE, destacando a visão de igualdade regional que o PSD representa. O discurso procurou clarificar o posicionamento do partido perante aliados e adversários.
Demarcação frente ao Chega e ao PS
O eurodeputado afirmou que o PSD enfrenta ataques idênticos no plano europeu: para a extrema-direita o PSD é socialista, enquanto o PS é visto como de extrema-direita, numa leitura que classificou como repetida. Questionou também a relação do PSD com o Chega, mencionando a exclusão do partido na homenagem a Cavaco Silva.
Bugalho referiu-se à posição do Chega na Europa, ao alegado boicote a cerimónias oficiais e à postura do Chega sobre a Ucrânia, numa crítica ao alinhamento do partido com determinados temas económicos e de governo. Em relação ao PS, destacou a percepção de atraso na saudação a Maria Corina Machado, prémio Nobel da Paz, mencionando a espera de nove meses sem uma manifestação de apoio.
Perspectivas para as eleições e atuação em Bruxelas
O congressista apontou a vitória eleitoral prevista para o PSD nas europeias de 2029 e afirmou que o partido não tem data certa para as legislativas nacionais, defendendo que, com Luís Montenegro à frente, o PSD tem perspetivas de vencer. O discurso rematou com Bonança sobre o desempenho do PSD na sondagem recente, que, segundo ele, traduz a confiança de eleitores.
Paralelamente, o ex-jornalista destacou o envolvimento do PSD em Bruxelas, citando áreas como a inteligência artificial, combate a abusos contra crianças e cidadãos vulneráveis, bem como investimentos em defesa, coesão económica e apoio à agricultura, sublinhando a presença e o trabalho dos eurodeputados sociais-democratas.
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