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Carneiro não participa da comissão de inquérito sobre Lajes e acusa nervosismo de Rangel

Lajes envolve PS: Carneiro rejeita comissão de inquérito e acusa nervosismo de Rangel; Governo aponta explicações no Parlamento

Na perspectiva do secretário-geral do PS, o dever do seu partido é exigir “o escrutínio no Parlamento”
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  • O líder do PS, José Luís Carneiro, rejeita uma comissão de inquérito sobre a Base das Lajes e pede audição do ministro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento para esclarecer declarações do secretário de Estado norte-americano.
  • O PS defende que o Parlamento deve escrutinar as explicações dadas pelo ministro Paulo Rangel, ao contrário do PCP e BE que já solicitaram uma comissão de inquérito.
  • Carneiro afirma que países aliados atuaram de forma diferente da Portugal e sustenta que as informações recebidas divergem da versão do secretário de Estado americano Marco Rubio.
  • O ministro Paulo Rangel disse não falar mais sobre o tema, chamando a quem lançou a confusão a esclarecer a situação, enquanto o PS insiste na audição do ministro.
  • Rubio elogiou Portugal por aceitar o pedido de utilização da Base das Lajes para a guerra contra o Irão; o Governo disse que o pedido chegou após o ataque e apenas com condições públicas, validando o uso para logística.

Os socialistas rejeitaram, na noite de terça-feira, a criação de uma comissão de inquérito sobre o uso da Base das Lajes, mas exigem explicações formais no Parlamento sobre as declarações do secretário de Estado norte-americano. O foco central é perceber se há coerência entre o que Marco Rubio disse e a posição do Governo português.

José Luís Carneiro, líder do PS, afirmou que cabe ao Parlamento escrutinar o Governo, nomeadamente através da Comissão de Negócios Estrangeiros, para esclarecer os dados transmitidos sobre a base. Acrescentou que o ministro dos Negócios Estrangeiros deverá responder às perguntas dos deputados, se assim o entenderem.

O secretário-geral do PS explicou que o Governo terá apresentado três condições associadas ao uso da base para fins logísticos, desde que as operações respeitem o direito internacional e não envolvam alvos civis. A versão de Rubio, no entanto, é interpretada pelo PS como divergente dessas condições.

Pedro de Rangel e o tom em torno da Base

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, enfrenta pressão interna do PS, que pediu a audição do governante, enquanto o PCP e o BE defendem uma comissão de inquérito. O PS sustenta que o ministro deve esclarecer publicamente o que está em causa com as declarações do secretário de Estado americano.

Rangel tem insistido que não vai continuar a esclarecer o assunto publicamente, apontando que quem criou a confusão deve explicar-se. O chefe da diplomacia nacional advertiu que o tempo de clareza já foi suficiente para outros, mantendo a sua posição de não falar mais sobre o tema.

Contexto internacional e pedidos de inquérito

Os pedidos de audição de Rangel e de uma comissão de inquérito surgem na sequência de elogios de Rubio pela aceitação de Portugal ao pedido norte-americano de utilizar a base, durante o período da tensão com o Irão. O Governo afirmou que o pedido foi feito após o ataque ao Irão, e que as condições foram tornadas públicas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros já esclareceu que a autorização só ocorreu após o ataque e que Portugal condicionou a utilização ao respeito pelo direito internacional e pela proteção de civis. A posição de Portugal terá sido previamente discutida com o Governo, segundo o Ministério.

Na segunda-feira, Rangel condenou a posição do PS sobre o tema, assegurando que o partido foi informado e consultado previamente. O debate continua no Parlamento, com o objetivo de esclarecer a posição do Governo em relação à Base das Lajes e às declarações de figuras estrangeiras.

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